Então tá... Acabou minha missão em São Paulo. Pelo menos essa etapa.
Voltei para Campinas. Primeira providência foi reformar o meu antigo quarto. Troquei carpete, coloquei papel de parede, comprei cama nova, enfim! Fiz tudo para me sentir bem!
Transferi meu curso de inglês, vida nova!!!
Marcos me ajudou na mudança. O que me deixou um pouco frustrada, (confesso). Pô! Era hora dele me pedir em casamento, o cara me ajuda a fazer a mudança! E para longe!!! O fim da picada...
Mas tudo bem! Continuei minha vida... Ia ao curso de inglês a noite e de dia não fazia nada... Isso já estava me aborrecendo.
Até que um dia, no curso, o professor começou a falar de intercâmbio em Londres. Arregalei os olhos!!! Taí, uma boa para mim!!!
Comecei a arregaçar as mangas!
Três mêses em Londres, decidi. Marcos não gostou nem um pouco. Achou tempo demais, um bom sinal! De três passou para um. Como minha mãe não conhecia a Europa, engatei uma viagem para ela também. Ela me encontraria em Londres, no final do meu curso e vajaríamos pela Europa toda.
Ela topou! Mas não queria ir sozinha, levou a nossa tia Rosinha a tira colo, sim, porque não era uma viagem que ela,(tia Rosinha),definitivamente, não escolheria. No fim, deu tudo certo, ela amou e aproveitou muito, sem saber que seria aúltima viagem da vida dela...
Paguei meu curso com o meu dinheiro, meus pais ajudaram , minha avó e, consegui fechar a viagem!
Fui sozinha. Nunca tinha experimentado isso antes! Meu maior desafio!
Fui com cara e a coragem! Na chegada, já uma surpresa. Encontrei dois campineiros no trem rumo à Victória Station! E eu os conhecia, o Amaury, que eu nunca mais vi, nem em Campinas.
Fui direto para um Hotel. A casa de família que eu ia ficar, só estaria pronta para me receber no dia seguinte.
Foi muito engraçada minha chegada. Fiquei num hotel sinistro. A janela, dava para um telhado feio e cinzento cheio de sujeira de pombo. Eu olhava para cima e via um céu não muito diferente. Já era tarde, estava com fome. O quarto, parecia um corredor. Mal cabia minha mala. Toda vez que eu tinha que pegar algo, eu a colocava sobre a cama. Depois, para que eu pudesse deitar na cama, eu tinha que colocar a mala no chão.
Eu pensava comigo mesma: "O quê estou fazendo aqui"????
Minha vontade de não ficar em Campinas, e o silêncio do Marcos era tão grande, que me empurraram a Londres. Que bom que foi para Londres! Hehehehe....
Depois de familiarizar com o quarto, eu tomei um banho e desci para comer alguma coisa. Quando eu saí na rua, olhei para um lado, olhei para o outro, não tive coragem de dar um passo se quer... Voltei para o Hotel. No corredor, soturno, eu ia andando e ia vendo as bandejas deixadas no chão do lado de fora das portas. Não tive dúvida! Em uma bandeja, peguei um pacotinho (fechado) de salgadinho, na outra, um pacotinho de biscoito, na seguinte, uma caixinha de suco (horrível), de frutas. Tudo fechado, claro!
Fui para o quarto rapidinho, com medo de alguém ter me visto fazendo essa traquinagem. Depois de me alimentar, mesmo de forma prosaica, liguei para minha mãe, para o Marcos, e dormi.
No dia seguinte, fui para a casa da Caroline, Peter, Barnaby e Emily. Uma família normal; três gatos, uma casa típica londrina, com aquela imensa escada de madeira carpetada. Tinha carpete até nos banheiros! Caroline já foi me avisando que em sua casa, "só se tomava um banho por dia", eu tinha que escolher, de manhã, ou a noite.
No quarto, estava Mônica, uma colombiana, meio bicho grilo (tudo a ver comigo), e fumante!!!!! Com isso eu não contava, não tinha escolhido esse quesito. Onde eu fui amarrar minha égua??? (como dizia meu avô).
Até que ela foi simpática.
No primeiro dia de aula, fomos juntas comprar o bilhete e tirar a carteirinha de estudante. Depois que cheguei na escola e conheci umas brasileiras, nem dava mais bola para ela. Foi recíproco! Ela estava em outro estágio e acabamos tendo vidas independentes lá. Nem nos víamos na escola.
Chegou a rolar umas discussões entre nós. Ela queria uma coisa e eu outra. Ela chamava isso de "choque cultural". Quanta soberba D. Mônica! Quem diria que depois você iria aprontar o que aprontou!
Curiosos??? Depois eu conto...
Mas minha vida, claro que não era só isso. Fui a todos os Museus, o maiores e melhores. Conheci muuuita gente legal! Italianos, Suíços, koreano, espanhol, e todos os brasileiros possíveis. Fizemos uma grande turma!
Um belo dia, num domingo chuvoso, acordei gripada. Fiquei de cama o dia todo. O que fez Caroline me levar remédio na cama. E não foi por clemência não, foi porque ela "não queria ninguém doente na casa dela", deixou isso bem claro!
Legal você estar do outro lado do Atlântico, gripadérrima e ouvir isso da dona da casa!!!
Eu estava indo assistir Cats com minha amiga espanhola, mesmo meu primo Gustavo tendo indicado o contrário. Ele me avisara que era chato. Fui mesmo assim. Sou teimosa, "tira-teima" é comigo mesmo!!!
Essa gripe horrorosa, veio repercurtir em meu organismo, 15 dias depois, quando mamãe e tia Rosinha já estavam lá!
Um belo dia, estávamos em Veneza e percebi que meu sorriso estava torto. Isso mesmo, eu ria para o lado. Paralisia facial-nervo óptico novamente.
-Isso já me acontecera, um ano antes em Nova York, quando eu estava com o Marcos e a família dele e tomei muuuita friagem. Era fim de ano-
Lá de Insbruck-Áustria, falei com o Marcos e o mesmo, entrou em contato com meu médico, na época, um clínico geral. Ele me receitou vitamina B. O Marcos me passou um fax com a receita e eu corri atrás. Estava desesperada.
Isso nunca mais voltou...
sábado, 15 de dezembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Saga Parte IV- O Vizinho que Saltou
Passei por muitas coisas naquele apartamento. Além do assalto, logo que eu mudei pra lá, o morador do décimo terceiro andar, resolveu cair lá de cima na minha frente. Juro! É verdade! Caiu, ou se jogou, seja lá o que for... eu quase morri de susto!!!
A minha Lavadoura de Roupas acabara de chegar. Eu estava com uma amiga em casa, numa sexta a noite. Estava tão eufórica com a Lavadoura nova, que não largava seu manual! Já era noite e estava frio, mas sou teimosa, queria já manusear. Como criança quando ganha um brinquedo.
Estava eu lá, mexendo na máquina, na área de serviço e, como começou a esfriar mais e mais, eu resolvi entrar e deixar para o dia seguinte. Quando de repente, eu ouço um barulho horrível!!!! Começamos a procurar de onde vinha o barulho! Eu fui até ao corredor do elevador. Jurava que o elevador tinha caído! Foi horrível ! Em poucos segundos, só ouvia-se gritaria no prédio!
Quando nós estávamos desistindo de procurar, eu resolvi voltar à área de serviço e coloquei a cara lá, na janela. Meu Deus!!!!! Nunca havia visto isso antes. O homem estava, suponho, morto no chão. Foi horrível.
O porteiro subiu aflito para pegar a chave do carro da minha amiga (que estava aos prantos), pois o mesmo estava na vaga de visitantes e tinha que tirar para entrar o carro do Resgate. Não tinha jeito, ele estava morto. Ai meu Deus!!!!!!!!!!!! É muita emoção para a minha pessoa....
Ficamos atônitas e desesperadas! Pegamos bolsa, casaco, tudo e descemos, não queríamos ficar lá. Já íamos sair mesmo...
Lá embaixo, loucura geral! Todos os moradores horrorizados. Polícia, barulho de ambulância, resgate. E, como em qualquer tragédia, um conversando com o outro, sem mesmo se conhecer...
Eu, como quase que flagrei "o ato", começei a contar o que eu vi, ou seja, escutei... Quando eu vi, estávamos já convesando muito com uns vizinhos que moravam sozinhoz também. Eles também não qieriam ficar lá. Resolvemos então sairmos todos juntos!
Como é bom ser jovem, tudo acaba em pizza... Hehehehe..
Ficamos em um barzinho até tardão mesmo.
Só voltamos para o apto às duas da manhã, quando eu já havia me certificado de que o corpo não estava mais lá.
E para dormir??? Não foi nada fácil. Bernadete não conseguia pregar o olho. Ela ficou mais desesperada que eu.
Eu já notei que quando tem alguém pior eu que ao meu lado, eu fico forte, me vem um banho de sensatez, tiro uma força não sei de onde!
Oras, o acontecido foi no meu prédio, eu que ia dormir sozinha lá depois, e no entanto, a firmona era eu! Que bom, não é mesmo???
No fundo, foi bom ela estar lá naquela noite. Como eu ia ficar? O Marcos ainda era meu "ficante".
Mas tudo bem, isso virou assunto nos dias seguintes na empresa, afinal de contas, Bernadete trabalhava comigo.
Fui firme. Ia me deitar todas as noites e rezava muito para aquela pobre alma. Trancava a porta mais do que nunca! O assalto ainda não tinha acontecido. Eu tinha a fantasia de que; trancando a porta, nada ruim iria acontecer, ou entrar, sei lá... Mas me sentia mais confortável e segura assim.
Os vizinhos??? Ne os vi mais! Nem me lembro nomes, não me lembro de nada. Quis esquecer aquela noite!
Aliás, quando se mora assim, sozinho e trabalha-se o dia todo, a gente não vê ninguém no prédio em que se mora. Nomal !
E os sintomas dando sinais... e eu ia os deixando pra lá, como se pudesse guardá-los numa gaveta!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Só daqui a 40 anos...
Demorei muito para escrever sobre essa matéria aqui.
Não por falta de assunto, claro! Mas pelo simples fato de não ter tempo, a correria é muita... Os preparativos da Primeira Eucaristia do meu filho, a Apresentação de Sapateado da minha filha, enfim...
Mas vamos lá, vejam o que, além de tudo, eu sou obrigada a ler na Revista Veja de 7 de novembro último:
"Com dois milhões de doentes no mundo, 30.000 deles no Brasil, a esclerose múltipla está entre os mais devastadores transtornos neurológicos degeneretivos. No início , suas vítimas apresentavam visão turva, tontura e leve dormência nos braços. Depois, passam a sofrer de tremores pelo corpo e tem dificuldade para falar. Manifestam falta de coordenação motora e equilíbrio, fraqueza muscular, lapsos de memória e concentração. Sem tratamento, em vinte anos o paciente não consegue mais se mexer. Descrita pela primeira vez em meados do século XIX, a esclerose múltipla continua a desafiar a medicina. De causa desconhecida, a doença não tem cura. Os medicamentos existentes, no máximo, minimizam os sintomas ou postergam o seu agravamento"
Então tá, e eu tenho que acreditar em tudo isso, mesmo remando na maré contrária.
Bom, primeiro que, como eu disse, até tinha ouvido falar dessa matéria, mas estava preocupada com os meus filhos, pois eles, depois da minha saúde, estão em primeiro lugar na minha vida. Já expliquei também o porque dessa hierarquia- a mãe deles tem que estar bem, para que eles estejam também.
Depois disso, eu tinha alguns compromissos como, tingir o cabelo, fazer as unhas e sobrancelhas, marcar almoço com a amiga de Porto Alegre, a amiga de SP, encomendar o lanche para o feriado, ufa!!! Agora, sim, posso sentar e raciocinar... Mesmo assim, acabei de atender ao telefonema da passadeira (que não vem amanhã), já dei uma ordens à minha funcionária, e estou aqui me lembrando que tenho que fazer minhas unhas hoje também, afinal de contas, essa é semanal.
Para vocês verem, não me sobra muito espaço para conjecturas!
Aí, mais abaixo eu leio que:
"Na concepção do cirurgião vascular Paolo Zamboni, a agressão da bainha da mielina estaria de alguma forma relacionada a um estreitamento das principais veias de escoamento de sangue, as jugulares internas, o que levaria a uma concentração tóxica de ferro no cérebro. A primeira paciente de Zamboni foi sua mulher, Elena, em 2006. O diagnóstico de EM fora dado onze anos antes. Os remédios mantiveram o quadro de Elena estável até 2006, quando ela sofreu uma recaída violenta. A cirurgia para distensão das veias jugulares durou menos de uma hora e, segundo o médico, sua mulher hoje passa bem, sem registro de piora do quadro clínico.
Mais de 20.000 pessoas , desde 2006, foram submetidas ao método na Índia, Bulgária, Polônia, Jordânia e Costa Rica. Algumas apresentam melhoras.
Nos operados pela técnica de Zamboni, houve também quem não registrasse melhora alguma, quem apresentasse um novo afunilamneto (o que exigiu uma segunda, terceira, e até quarta operação) e até quem morresse vítima de hemorragia ou em decorrência do deslocamento do stent para o coração".
Para mim, já basta para dizer que eu estou fora dessa!!!
E tem mais! Se pelos estudos, uma pessoa sem tratamento em vinte anos não consegue mais se mexer, eu com tratamento, tenho mais 40 pela frente, considerando que tenho 42,5 anos, tenho até os 83 para tocar minha vida corrida e feliz! Oswald Souza que me desculpe se minhas contas estão erradas!
Ah! e se as "bainhas da mielina, estão sem coberturas, os impulsos nervosos perdem a força ou são interrompidos, o que leva aos sintomas", deixa eu correr também, pois me lembrei da bainha da minha calça amarela lindona, que eu usei só uma vez e que está na costureira para fazer! Sem contar que, ainda tenho que fazer minhas unhas hoje!
Hoje não tenho mais tempo de pensar nisso... Daqui a 40 anos, quem sabe... Pode ser???
Não por falta de assunto, claro! Mas pelo simples fato de não ter tempo, a correria é muita... Os preparativos da Primeira Eucaristia do meu filho, a Apresentação de Sapateado da minha filha, enfim...
Mas vamos lá, vejam o que, além de tudo, eu sou obrigada a ler na Revista Veja de 7 de novembro último:
"Com dois milhões de doentes no mundo, 30.000 deles no Brasil, a esclerose múltipla está entre os mais devastadores transtornos neurológicos degeneretivos. No início , suas vítimas apresentavam visão turva, tontura e leve dormência nos braços. Depois, passam a sofrer de tremores pelo corpo e tem dificuldade para falar. Manifestam falta de coordenação motora e equilíbrio, fraqueza muscular, lapsos de memória e concentração. Sem tratamento, em vinte anos o paciente não consegue mais se mexer. Descrita pela primeira vez em meados do século XIX, a esclerose múltipla continua a desafiar a medicina. De causa desconhecida, a doença não tem cura. Os medicamentos existentes, no máximo, minimizam os sintomas ou postergam o seu agravamento"
Então tá, e eu tenho que acreditar em tudo isso, mesmo remando na maré contrária.
Bom, primeiro que, como eu disse, até tinha ouvido falar dessa matéria, mas estava preocupada com os meus filhos, pois eles, depois da minha saúde, estão em primeiro lugar na minha vida. Já expliquei também o porque dessa hierarquia- a mãe deles tem que estar bem, para que eles estejam também.
Depois disso, eu tinha alguns compromissos como, tingir o cabelo, fazer as unhas e sobrancelhas, marcar almoço com a amiga de Porto Alegre, a amiga de SP, encomendar o lanche para o feriado, ufa!!! Agora, sim, posso sentar e raciocinar... Mesmo assim, acabei de atender ao telefonema da passadeira (que não vem amanhã), já dei uma ordens à minha funcionária, e estou aqui me lembrando que tenho que fazer minhas unhas hoje também, afinal de contas, essa é semanal.
Para vocês verem, não me sobra muito espaço para conjecturas!
Aí, mais abaixo eu leio que:
"Na concepção do cirurgião vascular Paolo Zamboni, a agressão da bainha da mielina estaria de alguma forma relacionada a um estreitamento das principais veias de escoamento de sangue, as jugulares internas, o que levaria a uma concentração tóxica de ferro no cérebro. A primeira paciente de Zamboni foi sua mulher, Elena, em 2006. O diagnóstico de EM fora dado onze anos antes. Os remédios mantiveram o quadro de Elena estável até 2006, quando ela sofreu uma recaída violenta. A cirurgia para distensão das veias jugulares durou menos de uma hora e, segundo o médico, sua mulher hoje passa bem, sem registro de piora do quadro clínico.
Mais de 20.000 pessoas , desde 2006, foram submetidas ao método na Índia, Bulgária, Polônia, Jordânia e Costa Rica. Algumas apresentam melhoras.
Nos operados pela técnica de Zamboni, houve também quem não registrasse melhora alguma, quem apresentasse um novo afunilamneto (o que exigiu uma segunda, terceira, e até quarta operação) e até quem morresse vítima de hemorragia ou em decorrência do deslocamento do stent para o coração".
Para mim, já basta para dizer que eu estou fora dessa!!!
E tem mais! Se pelos estudos, uma pessoa sem tratamento em vinte anos não consegue mais se mexer, eu com tratamento, tenho mais 40 pela frente, considerando que tenho 42,5 anos, tenho até os 83 para tocar minha vida corrida e feliz! Oswald Souza que me desculpe se minhas contas estão erradas!
Ah! e se as "bainhas da mielina, estão sem coberturas, os impulsos nervosos perdem a força ou são interrompidos, o que leva aos sintomas", deixa eu correr também, pois me lembrei da bainha da minha calça amarela lindona, que eu usei só uma vez e que está na costureira para fazer! Sem contar que, ainda tenho que fazer minhas unhas hoje!
Hoje não tenho mais tempo de pensar nisso... Daqui a 40 anos, quem sabe... Pode ser???
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Saga Parte III- Ema, ema, ema...
Bem... Aí, como tudo, começa uma parte meio cômica na minha vida! Ainda bem... Hehehehe...
Arrumei um emprego de tipo, Assessora de um Senhor que me conhecia desde pequena e meus pais também. Ele havia entrado no ramo imobiliário e estava cego. Foi isso mesmo que você entendeu: Cego!!!
Ele precisava urgentemente de alguém que ficasse mesa a mesa com ele. E tinha que ser de confiança.
Ele conversou primeiro com minha mãe, ela conversou comigo e eu aceitei. Fui ver "qual era a dele"!!!
O trabalho era fácil! Tirei de letra! Salário ótimo!!!
Todo mês, lá estava eu num tradicional Shopping de SP fazendo minhas comprinhas. Já fazia isso antes, não posso reclamar, mas dessa vez, estava mais confortável financeiramente. O que a gente mais gosta, é de independência, não é mesmo???
Adorava (e continuo adorando) aquele Shopping. Me dá até hoje, uma nostalgia.
Nasci em Campinas, mas meus pais já moravam em SP. Cresci nessa cidade. Tenho grandes lembranças...
Ia com minha mãe naquele Shopping e, corria por duas rampas enormes que existem lá até hoje. E, hoje... me vejo andando naquela rampa de carrinho automático para não me cansar... Assim, passeio sem estress.
Me lembro de apostar corrida com minha irmã naquele lugar. Prefiro não me lembrar mais...
Mas voltando ao assunto, minha vida não tinha mudado muito. Trabalhava bastante, mas era uma coisa mais amena, já que não tinha tanta "obrigação" , sem metas para cumprir todo mês, ou coisas do tipo. Mas nada nunca é bom por completo.
O trabalho era suave, o duro era aguentar o gênio de uma pessoa bem sucedida nos negócios e mal sucedida na vida pessoal. Era assim que ele se via... Acho que isso, pra mim, no fundo no fundo, era um "esquenta" do que eu ainda ia passar... Nada é por um acaso.
Trabalhei seis mêses (por aí), com esse homem. O Marcos não gostava muito, mas não tinha o direito de falar nada. Ficava só de olho!
Ia todo santo dia para o prédio dele, deixava meu carro, passava para o carro dele e eu que conduzia tudo. Era os olhos dele na rua e no escritório, embora tivesse pessoas trabalhando direto lá. Já estava ficando meio estafada.
Do nada, ele resolvia ir para Itatiba (ver as filhas do segundo casamento), e eu aqui, tinha que ir. Chegava lá, íamos almoçar, sempre em ótimos restaurantes, mas as meninas adolescentes, achavam que eu era "tontinha". Certo dia, a mais velha, me pediu para que eu a deixasse dirigir. Coitada!!! Ela não sabia literalmente com quem esatava falando; a D. Certinha, esqueceu??? Claro que eu não deixei!!! O carro estava sob meu comando, um deficiente visual como proprietário, uma adolescente querendo pilotar e eu ter que compactuar com isso??? N. A. O. ~.
Ele nem ousou me falar nada. Sabia que estava errado. Acho que até achou bom. Eu disse o que ele não tinha coragem de dizer.
Bom, a coisa andava de mal a pior, eu aguentava coisas que não acreditava que estava acontecendo comigo. Foi uma provação tremenda para mim! Em meio àquela situação toda, eu nem falava nada quando um sintoma começava a querer se revelar. Caraca, eu estava diariamente trabalhando com um cego! Ia falar de quê? Dormências? Sem comprovações científicas? Ficava quietinha...
Mas eu sou assim- aguento uma, aguento duas, aguento três, aguento quatro (até que sou boazinha), mas uma hora a coisa explode! Esse é o meu defeito: engolir sapos.
Até que um dia, ao buscá-lo, (ainda dentro do carro), tivemos uma pequena discussão referente ao meu pagamento. Eu definitivamente não precisava daquilo!!! Tenho família, formação, estava lá mais para tapar um buraco na minha vida, mas não por necessidade. Dei um basta!!!
Sem dó nem piedade, o deixei dentro do carro dele.
Discutimos e ele foi intransigente, eu mostrei que consigo ser mais ainda! Não precisava ouvir desaforos.
Não, não me julguem, não fui tão má assim. Até que calculei bem antes de agir. Ele tinha um celular que manuseava como ninguém! E ele, com aquela deficiência visual, dava um baile em qualquer um. Era fácil ligar para o apto e chamar alguém para buscá-lo. Não hesitei em deixá-lo falando sozinho.
E também, quer saber? Foi bom para ele ver que "tudo nessa vida tem limites", não se aproveita de uma desgraça própria, para se defender dos seus defeitos! Pelo contrário, numa hora dessas, a coisa que a gente mais aprende, é ser humilde...
Não tenho mágoas, não guardo rancor "dele", mas infelizmente, ele me fez lembrar de, como se diz por aí; ema, ema, ema, cada um com seus problemas!
Nada é à toa nessa vida. Hoje vejo que precisei passar por tudo isso para entender a minha realidade. Ele não sabe, mas aprendi muito com ele.
Sobrevivi, sou grata por tudo que passei, me fez e me faz constantemente, uma pessoa melhor.
Desempregada novamente, mas dessa vez, mais fortalecida!
Arrumei um emprego de tipo, Assessora de um Senhor que me conhecia desde pequena e meus pais também. Ele havia entrado no ramo imobiliário e estava cego. Foi isso mesmo que você entendeu: Cego!!!
Ele precisava urgentemente de alguém que ficasse mesa a mesa com ele. E tinha que ser de confiança.
Ele conversou primeiro com minha mãe, ela conversou comigo e eu aceitei. Fui ver "qual era a dele"!!!
O trabalho era fácil! Tirei de letra! Salário ótimo!!!
Todo mês, lá estava eu num tradicional Shopping de SP fazendo minhas comprinhas. Já fazia isso antes, não posso reclamar, mas dessa vez, estava mais confortável financeiramente. O que a gente mais gosta, é de independência, não é mesmo???
Adorava (e continuo adorando) aquele Shopping. Me dá até hoje, uma nostalgia.
Nasci em Campinas, mas meus pais já moravam em SP. Cresci nessa cidade. Tenho grandes lembranças...
Ia com minha mãe naquele Shopping e, corria por duas rampas enormes que existem lá até hoje. E, hoje... me vejo andando naquela rampa de carrinho automático para não me cansar... Assim, passeio sem estress.
Me lembro de apostar corrida com minha irmã naquele lugar. Prefiro não me lembrar mais...
Mas voltando ao assunto, minha vida não tinha mudado muito. Trabalhava bastante, mas era uma coisa mais amena, já que não tinha tanta "obrigação" , sem metas para cumprir todo mês, ou coisas do tipo. Mas nada nunca é bom por completo.
O trabalho era suave, o duro era aguentar o gênio de uma pessoa bem sucedida nos negócios e mal sucedida na vida pessoal. Era assim que ele se via... Acho que isso, pra mim, no fundo no fundo, era um "esquenta" do que eu ainda ia passar... Nada é por um acaso.
Trabalhei seis mêses (por aí), com esse homem. O Marcos não gostava muito, mas não tinha o direito de falar nada. Ficava só de olho!
Ia todo santo dia para o prédio dele, deixava meu carro, passava para o carro dele e eu que conduzia tudo. Era os olhos dele na rua e no escritório, embora tivesse pessoas trabalhando direto lá. Já estava ficando meio estafada.
Do nada, ele resolvia ir para Itatiba (ver as filhas do segundo casamento), e eu aqui, tinha que ir. Chegava lá, íamos almoçar, sempre em ótimos restaurantes, mas as meninas adolescentes, achavam que eu era "tontinha". Certo dia, a mais velha, me pediu para que eu a deixasse dirigir. Coitada!!! Ela não sabia literalmente com quem esatava falando; a D. Certinha, esqueceu??? Claro que eu não deixei!!! O carro estava sob meu comando, um deficiente visual como proprietário, uma adolescente querendo pilotar e eu ter que compactuar com isso??? N. A. O. ~.
Ele nem ousou me falar nada. Sabia que estava errado. Acho que até achou bom. Eu disse o que ele não tinha coragem de dizer.
Bom, a coisa andava de mal a pior, eu aguentava coisas que não acreditava que estava acontecendo comigo. Foi uma provação tremenda para mim! Em meio àquela situação toda, eu nem falava nada quando um sintoma começava a querer se revelar. Caraca, eu estava diariamente trabalhando com um cego! Ia falar de quê? Dormências? Sem comprovações científicas? Ficava quietinha...
Mas eu sou assim- aguento uma, aguento duas, aguento três, aguento quatro (até que sou boazinha), mas uma hora a coisa explode! Esse é o meu defeito: engolir sapos.
Até que um dia, ao buscá-lo, (ainda dentro do carro), tivemos uma pequena discussão referente ao meu pagamento. Eu definitivamente não precisava daquilo!!! Tenho família, formação, estava lá mais para tapar um buraco na minha vida, mas não por necessidade. Dei um basta!!!
Sem dó nem piedade, o deixei dentro do carro dele.
Discutimos e ele foi intransigente, eu mostrei que consigo ser mais ainda! Não precisava ouvir desaforos.
Não, não me julguem, não fui tão má assim. Até que calculei bem antes de agir. Ele tinha um celular que manuseava como ninguém! E ele, com aquela deficiência visual, dava um baile em qualquer um. Era fácil ligar para o apto e chamar alguém para buscá-lo. Não hesitei em deixá-lo falando sozinho.
E também, quer saber? Foi bom para ele ver que "tudo nessa vida tem limites", não se aproveita de uma desgraça própria, para se defender dos seus defeitos! Pelo contrário, numa hora dessas, a coisa que a gente mais aprende, é ser humilde...
Não tenho mágoas, não guardo rancor "dele", mas infelizmente, ele me fez lembrar de, como se diz por aí; ema, ema, ema, cada um com seus problemas!
Nada é à toa nessa vida. Hoje vejo que precisei passar por tudo isso para entender a minha realidade. Ele não sabe, mas aprendi muito com ele.
Sobrevivi, sou grata por tudo que passei, me fez e me faz constantemente, uma pessoa melhor.
Desempregada novamente, mas dessa vez, mais fortalecida!
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Saga- Parte II
E os dias iam passando e eu continuava chutando a sandália... E a secretária continuava me alertando...
O quê eu poderia fazer? Parar tudo? O médicos falavam que eu não tinha nada, era nisso que eu tinha que acreditar!
Afinal e contas também, eu não sentia nada além disso.
Até que, comecei a namorar o Marcos (meu marido).
Até hoje eu não sei explicar como tudo começou. Marcos era amigo do Luciano, meu ex (e breve) namorado.
Nos conhecemos no Reveillón de 93/94. Estávamos em Itanhaém, quando recebemos uma ligação do "Marcão", amigo do Luciano que eu nem conhecia pessoalmente. Me lembro muito bem, eram 22:00 hs do dia 31/12/93. Sim, precisamente esse horário. Eu escutando a conversa, olhei no relógio. Guarujá agora??? Como assim???
Era o "Marcão" nos convidando para ir para a casa dele (que hoje é nossa) na Enseada, naquela noite! Coisa de maluco!!!
Pegamos as coisas rapidamente e fomos. Estávamos em dois casais. Coisa de jovem... Quando eu faria isso "hoje" ??? Nunca!!!!
Chegamos lá em uns 45 minutos. Luciano foi chutado! Não gosto disso. Sou chata, esqueceu?
O primeiro a me cumprimentar foi o "Marcão" (que por sua vez, estava com a namorada), perfumadíssimo!
Estava a família toda lá! Mãe, avó, madrinha, tia, irmãos, sobrinhas, cunhadas, cachorro, papagaio, periquito. Que vergonha!!!
Passamos o Reveillón lá e ficamos para dormir. Que vergonha de novo!!!
Nos dia seguinte, teve o tradicional churras do Dia Internacional da Paz. O dia estava lindo. Voltamos a noite para SP.
Meu namoro com o Luciano durou mais alguns mêses, logo terminamos, não era para ser. Em abril de 95, "Marcão" já estava solteiro de novo e, nos cruzamos em Itanhaém.
Aquela coisa, papo vai, papo vem... Em maio começamos a sair, veio junho, julho, quando de repente, ele estava me deixando na porta do meu prédio, na Vila Mariana e o susto:
-"Mãos ao alto, passa para o banco de trás"
Me disse o ladrão!
Nós estávamos simplesmente sendo assaltados!
Eram dois homens. Claro que o armado estava comigo.
Ele pegou no meu braço com uma mão e a outra estava com o revólver. Nunca vou me esquecer daquele cano apontado para a minha cara!
Eu, num ímpeto de Mulher Maravilha, dei uma bolsada no ladrão, berrei com ele e "pernas pra que te quero"!!! Corri muito!!!!. Logo a frente, havia um
recuo, ali o ladrão não me pegava mais, a menos que a bala fizesse uma curva.
Eu escutava a voz do Marcos gritando:
-"Não atira, não atira". O que me fez até encolher as costas.
Já estava sã e salva, quando eu olhei para trás e vi três cabeças dentro do carro e o mesmo indo embora, pensei: Ferrou!!!
Entrei na portaria do meu prédio, berrava com o porteiro para que ele chamasse a polícia. Desespero total!
Eu não sabia telefone de ninguém. O namoro não tinha engatado ainda. Só sabia o nome dele completo, mais nada. Ah! e a chapa do carro.
Liguei para um amigo em comum. Em dez minutos, Carlão estava lá com Priscila (amigos até hoje) e, fomos para a Delegacia.
Eu estava sem bolsa, sem lenço e sem documento. Meu pai já estava avisado. Eu teria que dormir na casa dele. Nem a chave do meu apto tinha mais.
Uma investigadora me mandou ficar quieta e me acalmar. Lá, ninguém passa a mão na sua cabeça!
Carlão ligava para meio mundo. Santo celular!!! Já existia!!!
De repente, ele conseguiu falar com o Hélio, irmão do Marcos. Eles já estavam juntos.
Marcos, foi piedosamente deixado na beira da Rodovia Imigrantes. Mandaram-o descer do carro e não olhar para trás. Mas antes disso, deixaram o RG dele no bolso da camisa. Ele foi caminhando até um restaurante de beira de estrada e ligou para o irmão.
Nos encontramos na Delegacia. Posso dizer que lá, foi selado o nosso namoro.
Levei muitas broncas do grosso do delegado. Ele me dizia que "eu nunca poderia ter corrido" e eu (que não sou de ficar quieta), dizia que "graças a isso, estava lá".
E aí, começou a nossa história...
Em fevereiro de 96, meu trabalho na Empresa estava minguando. Eu já sentia a batata assar.
Éramos em vinte numa gerência composta por mulheres donas de casa, mães de família, daquelas que ajudavam no orçamento da casa. Alguém tinha que sair.
Eu, filhinha de mamãe e papai, eles me pagavam o aluguel, não tinha filhos, compromisso com nada... Fui a premiada!
Me vi desempregada... Mais uma bomba na minha cabeça...
E os sintomas sempre permeando todos esses acontecimentos. Muita fadiga, perna adormecida... Mas eu nunca parava!
Já tinha ido a todos os médicos, todos foram unânimes em me falar que eu "não tinha nada", então tá, não tenho nada.
A tensão é o pior inimigo do ser humano. Enquanto eu estava bem, estava tudo bem, quando não, os sintomas apareciam...
Essa demissão foi avassaladora na minha vida...
Fiz mil entrevistas, nas mais variadas Indústrias de Cosméticos; nada.
O quê eu poderia fazer? Parar tudo? O médicos falavam que eu não tinha nada, era nisso que eu tinha que acreditar!
Afinal e contas também, eu não sentia nada além disso.
Até que, comecei a namorar o Marcos (meu marido).
Até hoje eu não sei explicar como tudo começou. Marcos era amigo do Luciano, meu ex (e breve) namorado.
Nos conhecemos no Reveillón de 93/94. Estávamos em Itanhaém, quando recebemos uma ligação do "Marcão", amigo do Luciano que eu nem conhecia pessoalmente. Me lembro muito bem, eram 22:00 hs do dia 31/12/93. Sim, precisamente esse horário. Eu escutando a conversa, olhei no relógio. Guarujá agora??? Como assim???
Era o "Marcão" nos convidando para ir para a casa dele (que hoje é nossa) na Enseada, naquela noite! Coisa de maluco!!!
Pegamos as coisas rapidamente e fomos. Estávamos em dois casais. Coisa de jovem... Quando eu faria isso "hoje" ??? Nunca!!!!
Chegamos lá em uns 45 minutos. Luciano foi chutado! Não gosto disso. Sou chata, esqueceu?
O primeiro a me cumprimentar foi o "Marcão" (que por sua vez, estava com a namorada), perfumadíssimo!
Estava a família toda lá! Mãe, avó, madrinha, tia, irmãos, sobrinhas, cunhadas, cachorro, papagaio, periquito. Que vergonha!!!
Passamos o Reveillón lá e ficamos para dormir. Que vergonha de novo!!!
Nos dia seguinte, teve o tradicional churras do Dia Internacional da Paz. O dia estava lindo. Voltamos a noite para SP.
Meu namoro com o Luciano durou mais alguns mêses, logo terminamos, não era para ser. Em abril de 95, "Marcão" já estava solteiro de novo e, nos cruzamos em Itanhaém.
Aquela coisa, papo vai, papo vem... Em maio começamos a sair, veio junho, julho, quando de repente, ele estava me deixando na porta do meu prédio, na Vila Mariana e o susto:
-"Mãos ao alto, passa para o banco de trás"
Me disse o ladrão!
Nós estávamos simplesmente sendo assaltados!
Eram dois homens. Claro que o armado estava comigo.
Ele pegou no meu braço com uma mão e a outra estava com o revólver. Nunca vou me esquecer daquele cano apontado para a minha cara!
Eu, num ímpeto de Mulher Maravilha, dei uma bolsada no ladrão, berrei com ele e "pernas pra que te quero"!!! Corri muito!!!!. Logo a frente, havia um
recuo, ali o ladrão não me pegava mais, a menos que a bala fizesse uma curva.
Eu escutava a voz do Marcos gritando:
-"Não atira, não atira". O que me fez até encolher as costas.
Já estava sã e salva, quando eu olhei para trás e vi três cabeças dentro do carro e o mesmo indo embora, pensei: Ferrou!!!
Entrei na portaria do meu prédio, berrava com o porteiro para que ele chamasse a polícia. Desespero total!
Eu não sabia telefone de ninguém. O namoro não tinha engatado ainda. Só sabia o nome dele completo, mais nada. Ah! e a chapa do carro.
Liguei para um amigo em comum. Em dez minutos, Carlão estava lá com Priscila (amigos até hoje) e, fomos para a Delegacia.
Eu estava sem bolsa, sem lenço e sem documento. Meu pai já estava avisado. Eu teria que dormir na casa dele. Nem a chave do meu apto tinha mais.
Uma investigadora me mandou ficar quieta e me acalmar. Lá, ninguém passa a mão na sua cabeça!
Carlão ligava para meio mundo. Santo celular!!! Já existia!!!
De repente, ele conseguiu falar com o Hélio, irmão do Marcos. Eles já estavam juntos.
Marcos, foi piedosamente deixado na beira da Rodovia Imigrantes. Mandaram-o descer do carro e não olhar para trás. Mas antes disso, deixaram o RG dele no bolso da camisa. Ele foi caminhando até um restaurante de beira de estrada e ligou para o irmão.
Nos encontramos na Delegacia. Posso dizer que lá, foi selado o nosso namoro.
Levei muitas broncas do grosso do delegado. Ele me dizia que "eu nunca poderia ter corrido" e eu (que não sou de ficar quieta), dizia que "graças a isso, estava lá".
E aí, começou a nossa história...
Em fevereiro de 96, meu trabalho na Empresa estava minguando. Eu já sentia a batata assar.
Éramos em vinte numa gerência composta por mulheres donas de casa, mães de família, daquelas que ajudavam no orçamento da casa. Alguém tinha que sair.
Eu, filhinha de mamãe e papai, eles me pagavam o aluguel, não tinha filhos, compromisso com nada... Fui a premiada!
Me vi desempregada... Mais uma bomba na minha cabeça...
E os sintomas sempre permeando todos esses acontecimentos. Muita fadiga, perna adormecida... Mas eu nunca parava!
Já tinha ido a todos os médicos, todos foram unânimes em me falar que eu "não tinha nada", então tá, não tenho nada.
A tensão é o pior inimigo do ser humano. Enquanto eu estava bem, estava tudo bem, quando não, os sintomas apareciam...
Essa demissão foi avassaladora na minha vida...
Fiz mil entrevistas, nas mais variadas Indústrias de Cosméticos; nada.
domingo, 4 de novembro de 2012
Se correr o bicho pega...
Cannabis x Esclerose Múltipla
O uso medicinal da Cannabis hoje é permitido em alguns estados americanos e em países como Holanda e Bélgica, para aliviar sintomas relacionados ao tratamento de câncer, AIDS, esclerose
múltipla e síndrome de Tourette (que causa movimentos involuntários). Muitos oncologistas
e pacientes defendem o uso da Cannabis, ou do Δ9-THC (seu principal componente psicoativo),
como agente antiemético mas, quando comparada com outros agentes terapêuticos, a Cannabis tem um efeito menor do que os fármacos já existentes. Contudo, seus efeitos podem ser aumentados
quando associados com outros antieméticos. Desta maneira, o uso da Cannabis na quimioterapia pode ser eficiente em pacientes apresentando náuseas e vômitos, sintomas que não são controlados
com outros medicamentos.
Surreal né!!!
Deixei esse post para o final de propósito. Que eu saiba, não existem mais tratamentos alternativos.
Difícil imaginar como um portador dessa moléstia (como dizia minha querida avó), pode se dar "ao luxo", se é que eu possso chamar assim, de fazer seu tratamento com uma, digamos... droga! Mas se parar para pensar, como se chama mesmo o lugar onde se vende remédios??? DROGARIA!
Deixei esse post para o final de propósito. Que eu saiba, não existem mais tratamentos alternativos.
Difícil imaginar como um portador dessa moléstia (como dizia minha querida avó), pode se dar "ao luxo", se é que eu possso chamar assim, de fazer seu tratamento com uma, digamos... droga! Mas se parar para pensar, como se chama mesmo o lugar onde se vende remédios??? DROGARIA!
Sim, a maconha é isso e sobretudo, ilícita. Eu posso sentar no sofá da minha sala, e acender um cigarro de "cannabis" na maior tranquilidade do mundo? Claro que não! Ou... claro que sim, a casa é minha!
Me desculpe, mas meus princípios não me deixam.
Mais do que um problema social, o uso alternativo desse tratamento me incomodaria muito. Não me vejo usado-a. E olha que já tive inúmeras oportunidades, antes da EM.
É estranho ver como tem coisas que nos impedem de transgredir. Certinha demais??? Pode ser... E mesmo assim, será que o certo é ser "certinha"?
Tenho outros tipos de defeitos, de "escorregões", mas esse, digo com toda convicção, que até o momento exato, não desce.
No auge dos meus quinze anos, certa vez, eu e uma amiga, inventamos de fumar um cigarro. Cigarro sim, desses absolutamente normais, por favor!!! Fumamos trancadas no quarto, como se estivéssemos cometendo um crime hediondo. Ela, fumou numa boa! Eu tossi, engasguei, fiquei roxa, vermelha feito um peru, senti falta de ar, calafrios, arrepios, tudo!!!! Corri para o banheiro, lavei bem o rosto, as mãos os braços (até o cotovelo), escovei os dentes, passei perfume, peguei até o laquê da minha mãe para passar no cabelo, numa busca insensante de tirar aquele cheiro horrível. Tamanho medo de ser descoberta, cometendo aquela "barbaridade". Sim, pra mim, era isso! Um crime mesmo!!!
Mas não foi só isso que me fez decidir que nunca seria uma fumante. Não gostei, simplesmente isso.
Nunca escapei de ter amigas queridas e fumantes... e também nunca deixei de ser amiga de alguém, só porque fumava cigarro. Namorados então, quase todos fumavam. E por fim, meu marido; fumante inveterado!!! Mesmo repudiando, o cigarro me persegue, fazer o quê??? Para afirmar ainda mais que "os opostos se atraem". Uma luta eterna...
Sou totalmente contra drogas, mas especificamente esse assunto, me intriga muito. Imagine uma pessoa, com os seus valores éticos totalmente plenos, ter que partir para isso!
Digo mais, no Brasil, está longe da Cannabis ser legalizada, muito menos para fins medicinais.
Pra mim, seria maravilhoso me livrar do meu velho amigo Rivotril. Sim, já que tenho também essa esquisita Síndrome de Tourette (um dos sintomas da EM).São espasmos musculares. Movimentos invonluntários. Um porre!!!!!!!!
Dependendo da semana estressante ou não, da época do mês, vez ou outra esse Tourette me acorda de madrugada, me fazendo levantar. Dou uma volta na sala, me alongo um pouco, tomo uma aguinha. Já fui até arrumar gavetas para esse Tourette me deixar em paz. Uma hora ele vai, custa, mas vai, dando espaço novamente a Morfeu e assim, consigo ter um sono profundo novamente.
Desesperador mesmo, é quando ataca de dia. Não é sempre, mas pode acontecer sim. Principalmente quando eu cruzo as pernas (e é quase sempre). Eu, que já sou "macaca velha", já sei como lidar...
E com isso, vou passando os meus dias. Um bom, outro ótimo, outro mais ou menos. Um mix de sensações; formigamentos, dormências, fadiga, etc...
O importante é sempre estar seguindo em frente... Seja como for...
Enfim, acabaram-se as opções.
Em suma, ou você toma vitaminas D, ou voçê fuma maconha, ou toma picadas de abelha, ou (como eu), faz o tratamento convencional.
Se ficar o bicho pega, se correr, o bicho come... Como em tudo na vida!
Me desculpe, mas meus princípios não me deixam.
Mais do que um problema social, o uso alternativo desse tratamento me incomodaria muito. Não me vejo usado-a. E olha que já tive inúmeras oportunidades, antes da EM.
É estranho ver como tem coisas que nos impedem de transgredir. Certinha demais??? Pode ser... E mesmo assim, será que o certo é ser "certinha"?
Tenho outros tipos de defeitos, de "escorregões", mas esse, digo com toda convicção, que até o momento exato, não desce.
No auge dos meus quinze anos, certa vez, eu e uma amiga, inventamos de fumar um cigarro. Cigarro sim, desses absolutamente normais, por favor!!! Fumamos trancadas no quarto, como se estivéssemos cometendo um crime hediondo. Ela, fumou numa boa! Eu tossi, engasguei, fiquei roxa, vermelha feito um peru, senti falta de ar, calafrios, arrepios, tudo!!!! Corri para o banheiro, lavei bem o rosto, as mãos os braços (até o cotovelo), escovei os dentes, passei perfume, peguei até o laquê da minha mãe para passar no cabelo, numa busca insensante de tirar aquele cheiro horrível. Tamanho medo de ser descoberta, cometendo aquela "barbaridade". Sim, pra mim, era isso! Um crime mesmo!!!
Mas não foi só isso que me fez decidir que nunca seria uma fumante. Não gostei, simplesmente isso.
Nunca escapei de ter amigas queridas e fumantes... e também nunca deixei de ser amiga de alguém, só porque fumava cigarro. Namorados então, quase todos fumavam. E por fim, meu marido; fumante inveterado!!! Mesmo repudiando, o cigarro me persegue, fazer o quê??? Para afirmar ainda mais que "os opostos se atraem". Uma luta eterna...
Sou totalmente contra drogas, mas especificamente esse assunto, me intriga muito. Imagine uma pessoa, com os seus valores éticos totalmente plenos, ter que partir para isso!
Digo mais, no Brasil, está longe da Cannabis ser legalizada, muito menos para fins medicinais.
Pra mim, seria maravilhoso me livrar do meu velho amigo Rivotril. Sim, já que tenho também essa esquisita Síndrome de Tourette (um dos sintomas da EM).São espasmos musculares. Movimentos invonluntários. Um porre!!!!!!!!
Dependendo da semana estressante ou não, da época do mês, vez ou outra esse Tourette me acorda de madrugada, me fazendo levantar. Dou uma volta na sala, me alongo um pouco, tomo uma aguinha. Já fui até arrumar gavetas para esse Tourette me deixar em paz. Uma hora ele vai, custa, mas vai, dando espaço novamente a Morfeu e assim, consigo ter um sono profundo novamente.
Desesperador mesmo, é quando ataca de dia. Não é sempre, mas pode acontecer sim. Principalmente quando eu cruzo as pernas (e é quase sempre). Eu, que já sou "macaca velha", já sei como lidar...
E com isso, vou passando os meus dias. Um bom, outro ótimo, outro mais ou menos. Um mix de sensações; formigamentos, dormências, fadiga, etc...
O importante é sempre estar seguindo em frente... Seja como for...
Enfim, acabaram-se as opções.
Em suma, ou você toma vitaminas D, ou voçê fuma maconha, ou toma picadas de abelha, ou (como eu), faz o tratamento convencional.
Se ficar o bicho pega, se correr, o bicho come... Como em tudo na vida!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Picadas de Abelha, ai, ai, ai....
Em SP, terapia com picadas de abelhas
- 19 de junho de 2011 |
Categoria: Saúde
LAIS CATTASSINIA dor das picadas de abelhas não se compara ao incômodo que Alice Tashiro, de 61 anos, sentia por causa da artrite reumatoide. Agora, ao menos uma vez por semana ela recebe 12 ferroadas pelo corpo, uma técnica chamada apiterapia, que tem sido aplicada por apicultores da capital e da Grande São Paulo. Consultado pelo JT, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que não reconhece a técnica como prática médica e diz que os pacientes estão expostos a riscos.
A ideia é usar o veneno das abelhas para aliviar inflamações variadas. “A dor me travava. Com esse tratamento eu vou sentindo um alívio ao longo da semana”, garante Alice. Além de tratar a artrite, os criadores de abelhas garantem que a apicultura alivia enxaquecas, sinusite, bursite, artrose e até esclerose múltipla. “Serve para uma infinidade de doenças. Os pacientes costumam apresentar boas melhoras”, conta o apicultor Ivo Manno Júnior.
Conselheiro do Cremesp, Ruy Tanigawa lembra que as picadas podem provocar até mesmo choque anafilático, muitas vezes seguido de morte. “Existem pessoas que são alérgicas ao veneno, daí a possibilidade de quadros graves”, explica. Além disso, ele ressalta que todo tipo de tratamento deve ter uma comprovação científica de sua eficácia. “Um tratamento prevê diagnóstico médico prévio. É necessário, ainda, que haja acompanhamento de um profissional de saúde”, afirma.
Bom, não preciso nem falar que "eu tô fora", né!!!
Já não basta os sintomas, e ainda ter que fazer um tratamento desses. O quê leva uma pessoa, com tantos sintomas sofríveis e desagradáveis, ainda, se tratar com tanta dor e comprovadamente riscos também?
O afã de uma cura imediata, talvez, ou pelo menos um alívio dos sintomas...
Particularmente, não conheço ninguém que faça esse tratamento tão... digamos prosaico, primitivo!
Tudo bem, que a gente faz de tuuudo, mas tuuudo também tem um limite.
Eu já tomei uma picada de abelha, acidental, saindo da piscina. Esmaguei-a com a mão, na escadinha. Quase desmaiei... Achei que estava tendo um colapso! Nunca tinha experimentado essa sensação.
Mas é claro que sem dúvica nenhuma, não podemos desmerecer o trabalho árduo das abelhas, para nos fonecer esse alimento tão rico e beneficente.
Já adoço meu suco todos os dias com mel e isso pra mim, já basta!!!
Ainda prefiro uma boa dose de caipirinha... Hehehehehe....
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Flores Brancas...
"Quando se trata de entender, prevenir e tratar doenças crônicas, a esclerose múltipla é uma dos desafios mais difíceis. A palavra "múltipla" é adequada de diversas formas.
Entre as várias causas sugeridas para a doença estão a exposição a certos vírus e agentes tóxicos na primeira infância, influências geográficas e dietéticas, defeitos imunológicos inerentes e suscetibilidades genéticas básicas.
A esclerose múltipla é altamente imprevisível. Raramente encontram-se dois pacientes cujos sintomas tenham as mesmas características, duração e progressão. E dificilmente dois pacientes respondem da mesma forma a uma determinada terapia, seja ela alternativa ou baseada na medicina tradicional. Tentativa e erro é o nome do jogo, dizem os especialistas, porque freqüentemente é impossível saber antecipadamente que tratamento terá mais resultados em um paciente específico.
Essas são com freqüência as raízes da confusão e da desconfiança que grassam entre os que padecem da doença e os seus familiares. Isso às vezes faz com que surjam alegações de que os cientistas que estudam a doença, bem como as organizações que arrecadam grandes cifras para financiar as pesquisas e os serviços fornecidos aos pacientes, não têm a intenção de encontrar uma cura, devido ao temor de ficarem sem emprego. Trata-se de uma idéia obviamente ridícula, já que muitos daqueles envolvidos em arrecadação de verbas e pesquisas viram, eles próprios, seus entes queridos sofrerem e sucumbirem devido a doenças como a esclerose múltipla.
O insucesso da comunidade médica em desvendar mistérios como a esclerose múltipla também leva diversos pacientes a buscar remédios alternativos sugeridos por parentes e amigos ou encontrados na Internet. Muitos desses remédios são inofensivos, e alguns podem até ajudar, pelo menos durante um certo tempo. Mas quando esses medicamentos alternativos fazem com que os pacientes deixem de experimentar aquilo de melhor que a medicina moderna tem a oferecer - ou quando eles interagem negativamente com os remédios tradicionais - o resultado pode ser um agravamento da doença bem mais rápido do que ocorreria com o uso da medicina tradicional.
Então, o objetivo daqueles que cogitam tratamentos alternativos deve ser utilizá-los de forma complementar, e não competitiva, às terapias que foram avaliadas em testes clínicos bem elaborados.
"As pessoas só possuem um cérebro e uma medula óssea, e o que todos os que sofrem de esclerose múltipla devem fazer é otimizar as opções de tratamento todos os dias", afirma Allen C. Bowling, neurologista do Centro de Esclerose Múltipla Rocky Mountain e autor de "Complementary and Alternative Medicine and Multiple Sclerosis" ("Medicina Complementar e Alternativa e a Esclerose Múltipla"). "Todo paciente deveria apostar naquelas coisas para as quais existem as melhores provas. Eles devem aproveitar aquilo que a medicina convencional tem a oferecer, juntamente com a medicina alternativa, contanto que esta última não interfira com a primeira".
Opções de tratamentos
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória auto-imune do sistema nervoso central, na qual o próprio sistema imunológico do organismo ataca a bainha de mielina que isola os nervos no cérebro e na medula, resultando em dano irreversível aos axônios que transmitem sinais do sistema nervoso. Cerca de 400 mil pessoas sofrem da doença nos Estados Unidos, e o número de mulheres afetadas é duas vezes maior que o de homens.
A esclerose múltipla é diagnosticada tipicamente entre os 20 e os 40 anos, mas os fatos indicam que ela tem início anos antes que surjam os primeiros sintomas de fraqueza e incapacidade. Mesmo sem uma cura, há muitos tratamentos disponíveis - como medicamentos, terapia física e ocupacional, exercícios e repouso - capazes de aliviar os sintomas e adiar a progressão da doença".
Punk né!!!!
Em quê, no quê acreditar??? Se no final da contas, tudo acaba da maneira "como tem que acabar", se é que você me entende...
A Esclerose Múltipla, ataca mulheres na idade jovem. Homens também, mas na sua maioria, na mulher.
Complicado dar o diagnóstico para uma mulher de seus 15, 16, 20 anos, ou até mais. É muita informação para uma cabeçinha jovem, que só se preocupa na roupa que vai usar para "aquela" festa e no que vai escrever no seu diário, depois dela. Com uma vida inteira pela frente, seus sonhos ainda a serem realizados, como; casar, ser mãe, ou até mesmo profissional.
Foi complicado no meu caso. Um mês antes do meu tão sonhado casamento, ouvir o médico (com toda sua superioridade), explicar que a "bainha da minha mielina" estava se desgastando, quando a única "bainha" que eu conhecia (e estava me importando no momento), era a do meu vestido de noiva!
Foi um misto de sentimentos.
O médico, sem piedade nenhuma, em pé, com o meu cérebro exposto no quadro de luz (não sei o nome daquilo), e apontando cada lesão, como se fosse um ponto num mapa da sua próxima viagem! Sim, porque, para ele, era uma viagem. Não se tem muitos pacientes de esclerose múltipla, principalmente aquele idiota, vendo o meu caso como um grande empreedimento!
Na minha cabeça, dava uns "flashs" da minha vida. Começei a pensar no quanro "eu nadei", para "prestes ao meu casamento", ouvir aquilo tudo. Comecei a me achar não merecedora do glamour que me aguardava.
Fui ao florista escolher as flores. Me lembro como se fosse hoje. O cara me perguntou qual flor eu tinha preferência, eu respondi:
-"Branca, branca e bem cheirosa".
Ele voltou a insistir:
-"Mas qual? preciso saber"!!!
Eu respondi sem vontade nenhuma:
- "Vê aí, a que for mais bonita"...
Não preciso nem dizer que no dia eu não gostei, né? Mas, pra falar a verdade, não estava me importando com mais nada.
Onde já se viu uma noiva tão sem entusiasmo???
Claro que hoje, olhando para trás, eu vejo que sofri com razão, mas eu podia ter sido menos dura comigo mesma. Mas como saber se eu ainda não tinha chegado lá, ou seja, aqui?
Realizei meu sonho. Me casei, tenho dois filhos lindos. Surpreendo a todos em cada demonstração de felicidade. Mas tudo isso, na cabeçinha de uma jovem, cheia de vida, de planos, anseios e ânsias, é muito cruel!!!
Mas eu consegui e consigo. Estou aqui para mostrar isso.
Não é nada fácil, mas também nada impossível!
Entre as várias causas sugeridas para a doença estão a exposição a certos vírus e agentes tóxicos na primeira infância, influências geográficas e dietéticas, defeitos imunológicos inerentes e suscetibilidades genéticas básicas.
A esclerose múltipla é altamente imprevisível. Raramente encontram-se dois pacientes cujos sintomas tenham as mesmas características, duração e progressão. E dificilmente dois pacientes respondem da mesma forma a uma determinada terapia, seja ela alternativa ou baseada na medicina tradicional. Tentativa e erro é o nome do jogo, dizem os especialistas, porque freqüentemente é impossível saber antecipadamente que tratamento terá mais resultados em um paciente específico.
Essas são com freqüência as raízes da confusão e da desconfiança que grassam entre os que padecem da doença e os seus familiares. Isso às vezes faz com que surjam alegações de que os cientistas que estudam a doença, bem como as organizações que arrecadam grandes cifras para financiar as pesquisas e os serviços fornecidos aos pacientes, não têm a intenção de encontrar uma cura, devido ao temor de ficarem sem emprego. Trata-se de uma idéia obviamente ridícula, já que muitos daqueles envolvidos em arrecadação de verbas e pesquisas viram, eles próprios, seus entes queridos sofrerem e sucumbirem devido a doenças como a esclerose múltipla.
O insucesso da comunidade médica em desvendar mistérios como a esclerose múltipla também leva diversos pacientes a buscar remédios alternativos sugeridos por parentes e amigos ou encontrados na Internet. Muitos desses remédios são inofensivos, e alguns podem até ajudar, pelo menos durante um certo tempo. Mas quando esses medicamentos alternativos fazem com que os pacientes deixem de experimentar aquilo de melhor que a medicina moderna tem a oferecer - ou quando eles interagem negativamente com os remédios tradicionais - o resultado pode ser um agravamento da doença bem mais rápido do que ocorreria com o uso da medicina tradicional.
Então, o objetivo daqueles que cogitam tratamentos alternativos deve ser utilizá-los de forma complementar, e não competitiva, às terapias que foram avaliadas em testes clínicos bem elaborados.
"As pessoas só possuem um cérebro e uma medula óssea, e o que todos os que sofrem de esclerose múltipla devem fazer é otimizar as opções de tratamento todos os dias", afirma Allen C. Bowling, neurologista do Centro de Esclerose Múltipla Rocky Mountain e autor de "Complementary and Alternative Medicine and Multiple Sclerosis" ("Medicina Complementar e Alternativa e a Esclerose Múltipla"). "Todo paciente deveria apostar naquelas coisas para as quais existem as melhores provas. Eles devem aproveitar aquilo que a medicina convencional tem a oferecer, juntamente com a medicina alternativa, contanto que esta última não interfira com a primeira".
Opções de tratamentos
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória auto-imune do sistema nervoso central, na qual o próprio sistema imunológico do organismo ataca a bainha de mielina que isola os nervos no cérebro e na medula, resultando em dano irreversível aos axônios que transmitem sinais do sistema nervoso. Cerca de 400 mil pessoas sofrem da doença nos Estados Unidos, e o número de mulheres afetadas é duas vezes maior que o de homens.
A esclerose múltipla é diagnosticada tipicamente entre os 20 e os 40 anos, mas os fatos indicam que ela tem início anos antes que surjam os primeiros sintomas de fraqueza e incapacidade. Mesmo sem uma cura, há muitos tratamentos disponíveis - como medicamentos, terapia física e ocupacional, exercícios e repouso - capazes de aliviar os sintomas e adiar a progressão da doença".
Punk né!!!!
Em quê, no quê acreditar??? Se no final da contas, tudo acaba da maneira "como tem que acabar", se é que você me entende...
A Esclerose Múltipla, ataca mulheres na idade jovem. Homens também, mas na sua maioria, na mulher.
Complicado dar o diagnóstico para uma mulher de seus 15, 16, 20 anos, ou até mais. É muita informação para uma cabeçinha jovem, que só se preocupa na roupa que vai usar para "aquela" festa e no que vai escrever no seu diário, depois dela. Com uma vida inteira pela frente, seus sonhos ainda a serem realizados, como; casar, ser mãe, ou até mesmo profissional.
Foi complicado no meu caso. Um mês antes do meu tão sonhado casamento, ouvir o médico (com toda sua superioridade), explicar que a "bainha da minha mielina" estava se desgastando, quando a única "bainha" que eu conhecia (e estava me importando no momento), era a do meu vestido de noiva!
Foi um misto de sentimentos.
O médico, sem piedade nenhuma, em pé, com o meu cérebro exposto no quadro de luz (não sei o nome daquilo), e apontando cada lesão, como se fosse um ponto num mapa da sua próxima viagem! Sim, porque, para ele, era uma viagem. Não se tem muitos pacientes de esclerose múltipla, principalmente aquele idiota, vendo o meu caso como um grande empreedimento!
Na minha cabeça, dava uns "flashs" da minha vida. Começei a pensar no quanro "eu nadei", para "prestes ao meu casamento", ouvir aquilo tudo. Comecei a me achar não merecedora do glamour que me aguardava.
Fui ao florista escolher as flores. Me lembro como se fosse hoje. O cara me perguntou qual flor eu tinha preferência, eu respondi:
-"Branca, branca e bem cheirosa".
Ele voltou a insistir:
-"Mas qual? preciso saber"!!!
Eu respondi sem vontade nenhuma:
- "Vê aí, a que for mais bonita"...
Não preciso nem dizer que no dia eu não gostei, né? Mas, pra falar a verdade, não estava me importando com mais nada.
Onde já se viu uma noiva tão sem entusiasmo???
Claro que hoje, olhando para trás, eu vejo que sofri com razão, mas eu podia ter sido menos dura comigo mesma. Mas como saber se eu ainda não tinha chegado lá, ou seja, aqui?
Realizei meu sonho. Me casei, tenho dois filhos lindos. Surpreendo a todos em cada demonstração de felicidade. Mas tudo isso, na cabeçinha de uma jovem, cheia de vida, de planos, anseios e ânsias, é muito cruel!!!
Mas eu consegui e consigo. Estou aqui para mostrar isso.
Não é nada fácil, mas também nada impossível!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
O Clássico de toda mulher!
Não poderia deixar passar em branco o incrível drama que persegue pelo menos dez entre dez brasileiras, mães de família, mulheres normais-Empregada Doméstica!!!!
E comigo, por quê seria diferente? Mais uma cruz para se carregar, e com classe. Mas tudo bem! Dou conta!!!
Acabo de mandar a minha embora, ou seja, acabo de "provocar" sua auto demissão.
Kkkkkkkk.......... Adorei! Eu mesma não contava com a minha astúcia!!! Mêses e mêses aguentando firme. Quem é minha maior inimiga??? a Eclerose Múltipla ou a Falta de Empregada??? E olha que esse segundo ítem também mereceu letras maiúsculas. Isso quer dizer que as duas têm a mesma importância em minha vida.
Se estou sem empregada, logo, quem arruma as camas? Eu!
Se estou sem empregada, logo, quem faz a comidinha sagrada de cada dia? Eu não!!!
Quem vai limpar, passar, etc???
Bom, não preciso nem falar. Claro que eu não posso!
Se tinha duas, fiquei com uma, o negócio é fazer um "bem bolado" com a única que me restou, e cá entre nós, uma já está de bom tamanho! Chamei minha querida funcionária, (claro que antes entrei num acordo com o maridão), e resolvi meu problema. Vou terceirizar o máximo que puder. Marilza já tirou a carta de habilitação, questão de tempo.
Imagine se euzinha aqui ia me estressar ou ficar arrumando casa!!! Com a minha idade e nessa altura do campeonato???
Hoje, não me pergunte "o quê houve", me levantei às 6:00 hs. da manhã com o maldito despertador berrando aos meus ouvidos. Tipo-jogando da cama mesmoooooo. Me neguei a me levantar... só mais um pouquinho... e o tempo foi passando...
Quando dei por mim, pulei da cama, quer dizer, minha cabeça me mandava pular da cama, meu corpo suplicava o contrário.
O combinado entre meu marido e eu, era que em dias de pilates, "eu levo". Sou osso duro de roer. Até para furar um trato, sou teimosa!!!
Saí da cama quase que engatinhando. Entrei no meu banheiro e com uma preguiça incrível, comecei a filosofar comigo mesma. Olhei no relógio de novo. Peguei a roupa, me vesti e fui!!!!
A minha teimosia, me dá uma superioridade. Superioridade essa que não sei de onde sai.
Voltei para casa e resolvi a questão que tanto assombrava a minha vida. Tive uma conversa com a fulana, que nem eu acreditei! Problema sanado!
Como é bom respirar aliviada em sua própria casa! Como é bom, resolver tudo num piscar de olhos e, o melhor de tudo, é você olhar para trás e ver quanto tempo perdeu com quem não te serve mais.
Não temos mais tempo para essas coisas! Principalmente eu! Tenho que priorizar minha qualidade de vida, pois, eu estando bem, tudo flui bem! E minha tão preciosa saúde agradece, já que o estress é o meu pior inimigo!!!
Xô mal agouro!!!
Estou adorando o novo clima da minha casa!
E comigo, por quê seria diferente? Mais uma cruz para se carregar, e com classe. Mas tudo bem! Dou conta!!!
Acabo de mandar a minha embora, ou seja, acabo de "provocar" sua auto demissão.
Kkkkkkkk.......... Adorei! Eu mesma não contava com a minha astúcia!!! Mêses e mêses aguentando firme. Quem é minha maior inimiga??? a Eclerose Múltipla ou a Falta de Empregada??? E olha que esse segundo ítem também mereceu letras maiúsculas. Isso quer dizer que as duas têm a mesma importância em minha vida.
Se estou sem empregada, logo, quem arruma as camas? Eu!
Se estou sem empregada, logo, quem faz a comidinha sagrada de cada dia? Eu não!!!
Quem vai limpar, passar, etc???
Bom, não preciso nem falar. Claro que eu não posso!
Se tinha duas, fiquei com uma, o negócio é fazer um "bem bolado" com a única que me restou, e cá entre nós, uma já está de bom tamanho! Chamei minha querida funcionária, (claro que antes entrei num acordo com o maridão), e resolvi meu problema. Vou terceirizar o máximo que puder. Marilza já tirou a carta de habilitação, questão de tempo.
Imagine se euzinha aqui ia me estressar ou ficar arrumando casa!!! Com a minha idade e nessa altura do campeonato???
Hoje, não me pergunte "o quê houve", me levantei às 6:00 hs. da manhã com o maldito despertador berrando aos meus ouvidos. Tipo-jogando da cama mesmoooooo. Me neguei a me levantar... só mais um pouquinho... e o tempo foi passando...
Quando dei por mim, pulei da cama, quer dizer, minha cabeça me mandava pular da cama, meu corpo suplicava o contrário.
O combinado entre meu marido e eu, era que em dias de pilates, "eu levo". Sou osso duro de roer. Até para furar um trato, sou teimosa!!!
Saí da cama quase que engatinhando. Entrei no meu banheiro e com uma preguiça incrível, comecei a filosofar comigo mesma. Olhei no relógio de novo. Peguei a roupa, me vesti e fui!!!!
A minha teimosia, me dá uma superioridade. Superioridade essa que não sei de onde sai.
Voltei para casa e resolvi a questão que tanto assombrava a minha vida. Tive uma conversa com a fulana, que nem eu acreditei! Problema sanado!
Como é bom respirar aliviada em sua própria casa! Como é bom, resolver tudo num piscar de olhos e, o melhor de tudo, é você olhar para trás e ver quanto tempo perdeu com quem não te serve mais.
Não temos mais tempo para essas coisas! Principalmente eu! Tenho que priorizar minha qualidade de vida, pois, eu estando bem, tudo flui bem! E minha tão preciosa saúde agradece, já que o estress é o meu pior inimigo!!!
Xô mal agouro!!!
Estou adorando o novo clima da minha casa!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Dieta Básica-
Uma Dietinha Básica Para os Portadores de Escloerose Múltipla (no caso, eu mesma!)
Lá vai!
Grelhado, assado, (frito)... Só não me faça comer "pirão" e nem "peixe ensopado". Eu e meu
marido criamos o hábito de ir ao Restaurante Japonês uma vez por semana.
Sagrado!!!!!!!!
- Consuma no mínimo 2 frutas por dia sendo que uma delas seja cítrica
- Hummmmm.............
Tomo diariamente, um suco de laranja, mamão, cenoura e gengibre. Tudo bem batido no liquidificador e muito bem adoçado com mel!
Delícia!!!! Não abro mão! Ah, e tem um detalhe: tem que ser batido na hora!
- Durante o almoço ou jantar procure consumir vegetais verdes escuros, amarelos ou laranja.
Tento!!!!! Juro que eu tento!!!!!!! Mas não é todo dia. infelizmente...
- Evite o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura
De segunda a sexta, até concordo! Mas no final de semana, eu sou filha de Deus!!!!
- Para temperar saladas dê preferência para o azeite de oliva
Isso sim!!!!!! Adoro uma slada bem temperadinha!!!!!!
- Consumir alimentos fonte de vitaminas A, C, E, D e vitamina B12, elas estimulam o sistema imunológico e assim podem auxiliar no controle os sintomas mais severos.
Tudo, absolutamente tudo, que se refere ao sistema imunológico, eu devoro!!!!!
Bom, eu sei que não sirvo de exemplo para ninguém no quesito "alimentação".
Faça o que eu falo, não faça (obrigatoriamente) tudo o que eu faço.
Não dá para se superar em tuuuudo!!!! É pedir demais!!!!
Enjoy!!!
Lá vai!
A dieta sugerida para pacientes com esclerose múltipla é a mesma dieta saudável recomendada para a população adulta normal. Seu objetivo é aumentar os níveis dos ácidos graxos essenciais e da vitamina B12, mantendo ao mesmo tempo uma saudável função intestinal.
- Use margarinas e óleos (p.ex. girassol) poli-insaturados;
- Use margarinas e óleos (p.ex. girassol) poli-insaturados;
Faço muito isso! Aqui em casa, não entra nada diferente.
- Coma óleo de peixe regularmente, de preferência 2-3 vezes por semana;
- Coma óleo de peixe regularmente, de preferência 2-3 vezes por semana;
"Óleo de peixe"????
Confesso que não...
- Use produtos diários com pouca gordura, p.ex. leite desnatado ou semidesnatado;
Pouca gordura, tudo bem, mas leite, eu confesso que não sou muito fã. Mas derivados, é comigo mesmo!
- Prefira frango e partes magras de carne.
- Prefira frango e partes magras de carne.
Tudo bem, até passa... embora eu não seja muito adepta ao peito de frango... Prefiro o bom e velho frango assado!
- Coma diariamente cinco porções de frutas e legumes, inclusive verduras com folhas verdes escuras.
- Coma diariamente cinco porções de frutas e legumes, inclusive verduras com folhas verdes escuras.
Frutas, legumes, ok! Verduras, confesso que não é todo tipo de salada que eu me simpatizo. Frescura, mas estou sendo sincera!!!
- Evite salsichas, bacon, sanduíches do tipo hambúrguer e outros alimentos industrializados com alto teor de gordura animal saturada.
- Evite salsichas, bacon, sanduíches do tipo hambúrguer e outros alimentos industrializados com alto teor de gordura animal saturada.
Evitar, eu evito. Mas amo essas porcarias!!!!!!!!!!!
- Evite bolos, chocolate e cremes com altos teores de gordura e açúcar;
- Evite bolos, chocolate e cremes com altos teores de gordura e açúcar;
Ah... sim. De segunda a sexta, até para servir de exemplo para meus filhos. Mas em época de TPM, não dá!!!!!!!!!
- Coma de preferência alimentos fritos em pouco óleo ou na grelha, assados, no vapor ou fervidos, em lugar dos fritos em muito óleo;
- Coma de preferência alimentos fritos em pouco óleo ou na grelha, assados, no vapor ou fervidos, em lugar dos fritos em muito óleo;
Detesto frituras!!!!!
Ufa!!!! Enfim, dei uma dentro!!!!
- Coma peixe pelo menos 2 vezes por semana
Amo!!!! Se eu pudesse, comeria todo dia!- Coma peixe pelo menos 2 vezes por semana
Grelhado, assado, (frito)... Só não me faça comer "pirão" e nem "peixe ensopado". Eu e meu
marido criamos o hábito de ir ao Restaurante Japonês uma vez por semana.
Sagrado!!!!!!!!
- Consuma no mínimo 2 frutas por dia sendo que uma delas seja cítrica
- Hummmmm.............
Tomo diariamente, um suco de laranja, mamão, cenoura e gengibre. Tudo bem batido no liquidificador e muito bem adoçado com mel!
Delícia!!!! Não abro mão! Ah, e tem um detalhe: tem que ser batido na hora!
- Durante o almoço ou jantar procure consumir vegetais verdes escuros, amarelos ou laranja.
Tento!!!!! Juro que eu tento!!!!!!! Mas não é todo dia. infelizmente...
- Evite o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura
De segunda a sexta, até concordo! Mas no final de semana, eu sou filha de Deus!!!!
- Para temperar saladas dê preferência para o azeite de oliva
Isso sim!!!!!! Adoro uma slada bem temperadinha!!!!!!
- Consumir alimentos fonte de vitaminas A, C, E, D e vitamina B12, elas estimulam o sistema imunológico e assim podem auxiliar no controle os sintomas mais severos.
Tudo, absolutamente tudo, que se refere ao sistema imunológico, eu devoro!!!!!
Bom, eu sei que não sirvo de exemplo para ninguém no quesito "alimentação".
Faça o que eu falo, não faça (obrigatoriamente) tudo o que eu faço.
Não dá para se superar em tuuuudo!!!! É pedir demais!!!!
Enjoy!!!
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Vitaminas e a Esclerose Múltipla
CHICAGO, EUA – Uma abundância de vitamina D parece evitar a esclerose múltipla, de acordo com estudo que avaliou mais de 7 milhões de pessoas e oferece algumas das evidências mais fortes do poder da “vitamina do sol” contra a doença.
A pesquisa descobriu que membros brancos das Forças Armadas dos EUA, com os níveis mais altos de vitamina D no sangue, tinham 62% menos chance de desenvolver esclerose múltipla que pessoas com níveis baixos da vitamina.
Não houve correlação semelhante em meio a negros ou hispânicos, possivelmente porque havia muito poucos representantes dos dois grupos na população estudada. Além disso, o corpo produz vitamina D a partir da luz solar, e a pele escura não absorve a radiação tão facilmente quanto a pele clara.
A nova pesquisa reforça resultados de estudos anteriores que examinaram por que a doença é mais comum em populações mais distantes do equador, que vivem em regiões onde há menos iluminação solar durante o ano.
O estudo será publicado na edição desta quarta-feira, 20, do periódico Journal of the American Medical Association.
O médico Alberto Ascherio, principal autor do trabalho, adverte que o resultado ainda é muito preliminar para dar margem a um conselho para que as pessoas adotem suplementos da vitamina.
Fonte: http://www.estadao.com.br/´
Há um incrível leque de tratamentos alternativos para toda e qualquer moléstia... Essa é a mais pura verdade!!!
Aí a gente pára e pensa: "Só fica doente quem quer".
Não é bem assim...
Confesso que já fiz esse tratamento. Nem dá pra dizer se foi válido ou não. Foi muito pouco tempo. O tempo que a minha paciência-0 permitiu!
Por se tratar se uma vitamina, a gente não pode sair por aí, tomando como se fosse um Chá de Boldo qualquer...
É todo um sistema muito criterioso e periodicamente acompanhado de exames de sangue, ressonância magnética,(o único exame que diagnostica a EM),tudo também sob receita de um médico estudioso no assunto. Já que essa é uma ramificação do tratamento. Não é simple assim.
Fora a consulta que durou três horas, o médico me fez rir, chorar, sondou o meu passado para achar uma explicação para o desencadeamento da doença, enfim, englobou tudo mesmo! Complicado!
E olha que eu estou falando como uma leiga em termos de conhecimentos científicos. Mas posso dizer de carteirinha, (isso eu posso sim), que quando a gente tem uma maldita de uma doença crônica, tenta-se de tudo. Ou, quase tudo...
Foram alguns mêses de tratamento, não consigo precisar quanto.
O meu psicológico, é que não estava ajudando. Não estava numa fase boa para ficar tomando inúmeros comprimidos por dia, fora que, cada um tinha o seu horário. Punk mesmo!
Não sou contra, até gostaria de voltar a fazê-lo novamente quem sabe assim, poderei dar um depoimento mais completo. Afinal de contas, já passei dos quarenta, posso ter outra visão da coisa.
Complicado falar disso... As pessoas me perguntam por quê eu parei. Espero que agora me entendam.
No meu jeito de ser, impulsiva, não combina comigo, um tipo de tratamento assim, tão detalhado.Não gosto de normas e regras, mesmo com mais de quarenta... Tá, mas posso tentar.
Mas existem sim, relatos de pessoas que se dão muito bem com esse tratamento, então, onde há fumaça, há fogo...
Procuro me alimentar de peixes (dá-lhe japonês-amo!), tomar bastante água (essencial para qualquer rélis mortal), só faltou o quesito-tomar sol. Nisso, eu confesso que mereço umas palmadas!!! Tomo sol tipo "executivo", sabe? Dentro do carro, através de raios ultra solares, na sala da minha casa, quando está batendo sol, sento num cantinho do sofá, mesmo assim, com alguém pondo um 38 na minha cabeça! Caso contrário, tem que estar muuuuito calor, ou eu já estar na praia.
Aff... que desnaturada que eu sou. Mas prometo melhorar.
Mas como eu bem disse agora pouco, num site de relacionamentos, "Rir é o melhor Remédio". Fico com esse!!!
É fácil, de graça, e faz bem para quem assiste também!
Não é mesmo???
A pesquisa descobriu que membros brancos das Forças Armadas dos EUA, com os níveis mais altos de vitamina D no sangue, tinham 62% menos chance de desenvolver esclerose múltipla que pessoas com níveis baixos da vitamina.
Não houve correlação semelhante em meio a negros ou hispânicos, possivelmente porque havia muito poucos representantes dos dois grupos na população estudada. Além disso, o corpo produz vitamina D a partir da luz solar, e a pele escura não absorve a radiação tão facilmente quanto a pele clara.
A nova pesquisa reforça resultados de estudos anteriores que examinaram por que a doença é mais comum em populações mais distantes do equador, que vivem em regiões onde há menos iluminação solar durante o ano.
O estudo será publicado na edição desta quarta-feira, 20, do periódico Journal of the American Medical Association.
O médico Alberto Ascherio, principal autor do trabalho, adverte que o resultado ainda é muito preliminar para dar margem a um conselho para que as pessoas adotem suplementos da vitamina.
Fonte: http://www.estadao.com.br/´
Há um incrível leque de tratamentos alternativos para toda e qualquer moléstia... Essa é a mais pura verdade!!!
Aí a gente pára e pensa: "Só fica doente quem quer".
Não é bem assim...
Confesso que já fiz esse tratamento. Nem dá pra dizer se foi válido ou não. Foi muito pouco tempo. O tempo que a minha paciência-0 permitiu!
Por se tratar se uma vitamina, a gente não pode sair por aí, tomando como se fosse um Chá de Boldo qualquer...
É todo um sistema muito criterioso e periodicamente acompanhado de exames de sangue, ressonância magnética,(o único exame que diagnostica a EM),tudo também sob receita de um médico estudioso no assunto. Já que essa é uma ramificação do tratamento. Não é simple assim.
Fora a consulta que durou três horas, o médico me fez rir, chorar, sondou o meu passado para achar uma explicação para o desencadeamento da doença, enfim, englobou tudo mesmo! Complicado!
E olha que eu estou falando como uma leiga em termos de conhecimentos científicos. Mas posso dizer de carteirinha, (isso eu posso sim), que quando a gente tem uma maldita de uma doença crônica, tenta-se de tudo. Ou, quase tudo...
Foram alguns mêses de tratamento, não consigo precisar quanto.
O meu psicológico, é que não estava ajudando. Não estava numa fase boa para ficar tomando inúmeros comprimidos por dia, fora que, cada um tinha o seu horário. Punk mesmo!
Não sou contra, até gostaria de voltar a fazê-lo novamente quem sabe assim, poderei dar um depoimento mais completo. Afinal de contas, já passei dos quarenta, posso ter outra visão da coisa.
Complicado falar disso... As pessoas me perguntam por quê eu parei. Espero que agora me entendam.
No meu jeito de ser, impulsiva, não combina comigo, um tipo de tratamento assim, tão detalhado.Não gosto de normas e regras, mesmo com mais de quarenta... Tá, mas posso tentar.
Mas existem sim, relatos de pessoas que se dão muito bem com esse tratamento, então, onde há fumaça, há fogo...
Procuro me alimentar de peixes (dá-lhe japonês-amo!), tomar bastante água (essencial para qualquer rélis mortal), só faltou o quesito-tomar sol. Nisso, eu confesso que mereço umas palmadas!!! Tomo sol tipo "executivo", sabe? Dentro do carro, através de raios ultra solares, na sala da minha casa, quando está batendo sol, sento num cantinho do sofá, mesmo assim, com alguém pondo um 38 na minha cabeça! Caso contrário, tem que estar muuuuito calor, ou eu já estar na praia.
Aff... que desnaturada que eu sou. Mas prometo melhorar.
Mas como eu bem disse agora pouco, num site de relacionamentos, "Rir é o melhor Remédio". Fico com esse!!!
É fácil, de graça, e faz bem para quem assiste também!
Não é mesmo???
domingo, 21 de outubro de 2012
Manual da Esclerose Múltipla by Luciana
E por incrível que possa parecer, em pleno século XXI, ainda tem pessoas e (pasme), até médicos, que nem imaginam o que é essa tal de Esclerose Múltipla.
Fiz esse "manual", para poder passar melhor o que eu sinto e como driblo essa tal de Esclerose Múltipla.
Não sei se dá para entender bem, mas, vamos lá!
Falta de Coordenação Motora
Aff... o quê é isso???
Não acontece com todos e não é sempre!
Sabe aquele simples gesto de levar o sorvete de casquinha à boca? Ainda mais aquele sorvete, que está delicioso, e você quer cada vez mais degustá-lo? Então, às vêzes, no afã daquela gula, a gente se perde um pouco e acaba enfiando na testa. Isso mesmo que você leu! Muitas pessoas tem dificuldade para abotoar a camisa, escovar os dentes, fechar o sutiã... Faz parte... Já me aconteceu sim.
O meu segredo é fazer tudo isso com muita calma. Sem atropelos! Senta, relaxa, respira fundo e "filtra de novo".
Tudo acaba dando certo!
E lembre-se: A ordem dos fatores não altera o produto.
Não importa como você fechou aquela camisa linda que está vestindo!
Vertigem
A vertigem nos acompanha. É como se estivéssemos constantemente com uma labirintite do bem. Sim, do bem porque não é exatamente igual a ela.
Suportável!
Dor facial
Jump!!! DESCONHEÇO. Não sinto isso. Novo na minha concepção!
Dormência
Ah... Essa é minha companheira de todas as horas... Estou literalmente baseada nela.
Não sinto a planta dos pés. Louco né!!! Mas é verdade.
Por isso trato muito bem os meus pés. Estou sempre com sapatilhas confortáveis e faço o meu bom e velho "escalda pés" (coisa da vovó), todas as noites.
É um grande alívio! Existem produtos específicos para isso e depois, um bom creminho ajuda a descansar os pés. Se for esfoliante, melhor ainda. Enquanto os enxugo, vou massageando.
Super Recomendo!!!
Ah! E por quê não, cuidar das pernas também? depois do banho, um bom hidratante no corpo faz um bem incrível!
Perda de visão
Graças ao bom Deus, nunca passei por isso. Mas confesso que minha vista fica um pouco turva quando estou estressada.
Passa a vez! Vou pensar nisso quando acontecer. Pra quê sofrer de antecedência???
Perda de audição
Já tive uma vez sim. Vocês podem me achar maluca, mas sabia que pode ser tranquilizador???
Pude constatar que: O quê os ouvidos não ouvem, o coração não sente. Por incrível que pareça, eu deixava de implicar com as coisas, não ouvia mesmo...
Pode reparar num velhinho sentado num banco de praça, como ele fica calmo... O trânsito bombando, buzinas por todo lado! E ele lá, na mais santa calma. Vivendo o mundo dele. Não escuta, logo, não reclama, logo, não retruca, logo, fica mais calmo... Simples assim!
Dor nos braços. Não sinto dor! As pessoas me perguntam muito isso, se eu sinto algum tipo de dor. Não, não sinto mesmo. Sinto sim uma fadiga f.d.p. (com a sua licença), mas acho que um portador de "em", tem o direito de chamar a doença do que quiser.
Desequilíbrio
Ah... Agora sim, agora, está falando a minha lígua mesmo!
Está aí o grande motivo de eu usar uma bengala!!!!!!!!
Se bem que, em casa, já pratico muito o exercício de não usá-la. Pratico tanto que às vêzes, me pego chamando o elevador para sair, sem ela! Esqueço simplesmente!
Quem sabe um dia eu a deixo de vez!
Bom, eu fiz um pequeno apanhado do que é e o que causa a E.M. Por isso, ela é chamada de múltipla. E olha que não estão tooodos os sintomas aqui.
São sintomas diferenciados e que pode mudar de pessoa para pessoa. Dependendo do clima, do Estado onde vive, das condições físicas, peso, etc... Enfim, inúmeros fatores.
Mas tem um fator que só depende de mim.
A auto estima!
Não deixo a peteca cair.
Mantenho a minha lá em cima. Me cuido, me trato, me amo! E assim, nessa toada, consigo abreviar e muito os meus sintomas e (por que não?), um dia, me tornar assintomática!!!!
Matar Leões...
Quem nunca matou um leão por dia???? Quem não "mata" um leão por dia! Acabo de lutar com um!!!
Quem disse que a vida seria fácil??? Quem disse que tudo seriam rosas ? Não estou me lamentando não. Só estou mostrando que a sua luta, é igual a minha, que é igual a do seu vizinho, que é igual do porteiro do seu prédio. Claro que com suas características peculiares
Hoje eu tive um momento de jogar tudo pra cima!!! Antes de brigar com o leão. Sabe que isso me ajudou? Quem consegue lutar com um peso nas costas?
Estava tomando café da manhã, preocupada com as 48 coisas que eu tinha para fazer hoje, buscar filhos na escola (prioridade!), fazer exame médico,(necessário), entre outras coisas... de repente, mais que de repente, joguei tudo pra cima!!!!! Me libertei!!!! Adiei meu exame (não é tão sério),pra poder assim, passar o meu dia pronta para o ataque. E sem ressentimentos !!!
À vêzes, na vida, a gente tem que fazer isso... tem que parar de ficar como uma leoa, (farejando os inimigos) e deitar sobre uma boa pedra, e digo "pedra" sim, porque "a rapadura é doce, mas não é "nada" mole não". (Aplico o termo "rapadura", no meu caso em particular). E, sobre a pedra, ter uma visão do quê virá pela frente e se preparar. Ou até para correr, ou para brigar, para negociar, ou para simplesmente se fingir de morto, fechar os olhos e fingir que não está vendo nada ao seu redor! Essa tática também faz parte. E como faz!
Isso faz parte do mundo animal, isso faz parte do nosso mundo, da Selva de Pedra em que vivemos !
Quem disse que a vida seria fácil??? Quem disse que tudo seriam rosas ? Não estou me lamentando não. Só estou mostrando que a sua luta, é igual a minha, que é igual a do seu vizinho, que é igual do porteiro do seu prédio. Claro que com suas características peculiares
Hoje eu tive um momento de jogar tudo pra cima!!! Antes de brigar com o leão. Sabe que isso me ajudou? Quem consegue lutar com um peso nas costas?
Estava tomando café da manhã, preocupada com as 48 coisas que eu tinha para fazer hoje, buscar filhos na escola (prioridade!), fazer exame médico,(necessário), entre outras coisas... de repente, mais que de repente, joguei tudo pra cima!!!!! Me libertei!!!! Adiei meu exame (não é tão sério),pra poder assim, passar o meu dia pronta para o ataque. E sem ressentimentos !!!
À vêzes, na vida, a gente tem que fazer isso... tem que parar de ficar como uma leoa, (farejando os inimigos) e deitar sobre uma boa pedra, e digo "pedra" sim, porque "a rapadura é doce, mas não é "nada" mole não". (Aplico o termo "rapadura", no meu caso em particular). E, sobre a pedra, ter uma visão do quê virá pela frente e se preparar. Ou até para correr, ou para brigar, para negociar, ou para simplesmente se fingir de morto, fechar os olhos e fingir que não está vendo nada ao seu redor! Essa tática também faz parte. E como faz!
Isso faz parte do mundo animal, isso faz parte do nosso mundo, da Selva de Pedra em que vivemos !
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Brincar de ser Deus...
Trilhando caminhos... e é o que eu mais faço.
Existem duas formas de se viver. Uma é ser otimista e seguir em frente, a outra é reclamar da vida e se prostar numa desculpa qualquer, que seja saúde, que seja finanças, que seja até uma mera depressão.
Digo mera depressão sim, porque existem também vários tipos delas!!!! Mas isso é um assunto para depois!
Hoje, li em algum lugar, mais uma péssima e terrível definição da minha doença-Esclerose Múltipla: "Doença Muscular Degenerativa".
Ora!!! Quantas mil vêzes eu preciso falar que não é assim??? Eu sou prova viva disso. Precisa mais o quê???
Fora isso, a medicina está aí para ajudar! Claro que sim.
Costumo dizer que: Enquanto a cura não vem, eu vou me virando como eu posso. Se ela vier, ótimo!!!! Se ela não vier, pelo menos eu não perdi tempo.
Como as pessoas gostam de brincar de ser Deus!
Tudo bem que eu mato um leão por dia. Tudo bem que eu sinto (ou já senti), todos ou quase todos os múltiplos sintomas da doença, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa...
Desde o início, eu determinei que: eu sou uma, a doença é outra!!!!!!!!! Se nós não ficarmos cara a cara com o inimigo, como vamos saber combatê-lo???
Traçei uma linha imaginária entre ela e eu. Combinamos: "Eu fico aqui, você fica aí e façamos então um combate decente e sem lamúrias. Eu sei a minha vez de recuar, você "tem" que saber a sua. Digo isso em tom imperativo sim! Quem manda aqui sou eu!!!!
Como em todo combate, sempre tem a hora do cansaço, da dor, do recuo... E eu sei respeitar isso. Tudo nas suas devidas proporções, claro! Também , não é para entregar o jogo.
Uma doença crônica é "uma doença crônica", qara quê mais adjetivos??? Para mostrar que é um estudioso no assunto? Para se expressar exibindo conhecimentos? Num profundo pedantismo infeliz.
Se perguntar à um engenheiro quanto é dois mais dois, ele vai responder que são quatro. Se fizer a mesma pergunta à um filósofo-astrólogo ou coisa assim, ele vai responder que pode ser 4,2 ou 3,8 ou depende da posição do sol ou até mesmo da lua. Se perguntar à um advogado, (com todo respeito à profissão), ele vai perguntar "quanto você o paga para dizer que é quatro".
Portanto, não preciso nem falar com quem eu fico! Estou pagando para ver sim! O Show é meu,o palco é meu e a vida é minha, nenhuma ciência ou livro de medicina vai me tirar esse poder.
Tenho muita pena de quem brinca de ser Deus...
Existem duas formas de se viver. Uma é ser otimista e seguir em frente, a outra é reclamar da vida e se prostar numa desculpa qualquer, que seja saúde, que seja finanças, que seja até uma mera depressão.
Digo mera depressão sim, porque existem também vários tipos delas!!!! Mas isso é um assunto para depois!
Hoje, li em algum lugar, mais uma péssima e terrível definição da minha doença-Esclerose Múltipla: "Doença Muscular Degenerativa".
Ora!!! Quantas mil vêzes eu preciso falar que não é assim??? Eu sou prova viva disso. Precisa mais o quê???
Fora isso, a medicina está aí para ajudar! Claro que sim.
Costumo dizer que: Enquanto a cura não vem, eu vou me virando como eu posso. Se ela vier, ótimo!!!! Se ela não vier, pelo menos eu não perdi tempo.
Como as pessoas gostam de brincar de ser Deus!
Tudo bem que eu mato um leão por dia. Tudo bem que eu sinto (ou já senti), todos ou quase todos os múltiplos sintomas da doença, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa...
Desde o início, eu determinei que: eu sou uma, a doença é outra!!!!!!!!! Se nós não ficarmos cara a cara com o inimigo, como vamos saber combatê-lo???
Traçei uma linha imaginária entre ela e eu. Combinamos: "Eu fico aqui, você fica aí e façamos então um combate decente e sem lamúrias. Eu sei a minha vez de recuar, você "tem" que saber a sua. Digo isso em tom imperativo sim! Quem manda aqui sou eu!!!!
Como em todo combate, sempre tem a hora do cansaço, da dor, do recuo... E eu sei respeitar isso. Tudo nas suas devidas proporções, claro! Também , não é para entregar o jogo.
Uma doença crônica é "uma doença crônica", qara quê mais adjetivos??? Para mostrar que é um estudioso no assunto? Para se expressar exibindo conhecimentos? Num profundo pedantismo infeliz.
Se perguntar à um engenheiro quanto é dois mais dois, ele vai responder que são quatro. Se fizer a mesma pergunta à um filósofo-astrólogo ou coisa assim, ele vai responder que pode ser 4,2 ou 3,8 ou depende da posição do sol ou até mesmo da lua. Se perguntar à um advogado, (com todo respeito à profissão), ele vai perguntar "quanto você o paga para dizer que é quatro".
Portanto, não preciso nem falar com quem eu fico! Estou pagando para ver sim! O Show é meu,o palco é meu e a vida é minha, nenhuma ciência ou livro de medicina vai me tirar esse poder.
Tenho muita pena de quem brinca de ser Deus...
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