domingo, 12 de janeiro de 2014

Um novo Recomeçar...

  Pasma com o que eu li numa revista essa semana. Já tinha visto antes num programa de TV, mesmo assim, me emocionei e muito.
  Esse casal, esse vitorioso casal, (não tem outra palavra para denominá-lo), simplesmente passou pelo que há de pior para um pai e uma mãe-perder as duas filhas num trágico acidente da natureza.
   Em janeiro de 2010, um imenso deslizamento, causado por fortes chuvas, acabou não só com a casa de veraneio, alugada para aquela ocasião, como com as vidas das meninas Giovana(12) e Gabriela(10).
   Gente, eu morreria junto, (num primeiro momento). Não há nada que se compare a isso. O incêndio da Boate Kiss talvez, outros desmoronamentos em outras regiões também, mas esse caso foi pra mim, de uma superação inigualável. E quando o assunto é superação, tá falando comigo. Além de ter me tocado muito, eu fiquei besta com "a volta por cima" que eles deram.
Hoje, eles são pais de três pequenas vidas, ou seja, tiveram força e energia para começar de novo. Como eu sempre digo aqui, uma folha não cai de uma árvore sem que Deus conceda. O fato deles buscarem uma gravidez por fertilização ( também não foi totalmente "proposital", uma vez que ela já tinha passado por um aborto espontâneo, meses depois da tragédia), não quer dizer que, tenham passado uma borracha e simplesmente "bola pra frente"!
 Só lendo a história toda para entender. Tinha que ser, essas crianças tinham que nascer, de um feito ou de outro.
 Eu, no lugar deles, (logo eu que me acho sempre "a superada"), não sei o que faria da minha vida. No primeiro momento, acho que me recolheria totalmente. Depois... depois de algum tempo, talvez adotaria um, ou dois... Difícil já ir traçando um plano de sobrevivência assim, no seco!
Não sei se o que me espanta mais, se é o casal ter ficado unido mesmo depois de tudo isso, ou se é o fato deles quererem ainda perpetuar a família! Claro que não escolheram ter três, mas agora é isso aí, é o que eles tem pela frente.
 
Depois de "o mundo" desmoronar sobre eles, agora
estão com uma nova responsabilidade  pela frente.
Uma nova família, uma nova jornada, uma nova missão... Palmas a esse casal tão corajoso, que soube (não sei como), mostrar ao mundo a difícil arte de se superar! Sou fã dessa arte!
 Que essas meninas descansem em paz e, tenho certeza, estejam lá de cima, (de onde for), iluminando essa nova família que Deus já abençoou.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

É isso aí !!!! Mas você pode começar a se superar hoje também! O quê te impede???

domingo, 5 de janeiro de 2014

Que venha 2014 !!!

      Quando eu era criança, tinha uma grande curiosidade de "o quê era o Ano Novo", simplesmente não entendia porque existia esse mito todo se todo ano, era tudo a mesma coisa...
     Simples, cresci e fui vendo que as coisas não mudam mesmo, a gente é que força a barra para que elas "mudem", numa imensa vontade de ver tudo diferente do que passou.
     Vi que as coisas, acreditando, poderiam mudar sim, mas tem que partir de nós, óbvio! Tudo bem, o acaso pode ajudar, e muito, mas o principal, cai nas nossas costas, não tem jeito.
     Já passei o Reveillón chorando, sorrindo, sozinha, acompanhada, em grande festa, em família, com pessoas estranhas, com pessoas queridas, de branco total, de branco e azul, de branco e rosa, de branco e verde, até de cinza! De todo o jeito.
     Já pulei sete ondinhas, (sim, quando eu entrava no mar sem medo de ser feliz!), comi lentilhas subindo na cadeira, romã guardando os carocinhos  (esse ano esqueci dentro da gaveta, já era...), nada disso vai me dar ou  tirar a  sorte, se eu simplesmente "acreditar". 
     O ano de 2013 foi difícil, não vou negar, mas ao mesmo tempo, posso dizer que foi um ano muito enriquecedor. Adoro desafios e esse ano, pude sentir o gostinho de voltar a fazer algo que há muitos anos, não fazia, que é TRABALHAR. Nunca pensei que essa palavra soaria tão forte em meus ouvidos um dia novamente. 
     Como sempre digo, a melhor coisa da vida, é fazer algo que você jamais imaginou que voltaria  a fazer. Se sentir útil, se sentir hábil, sentir que você "pode", ter o seu dinheiro, isso tudo é muito bom e eu nem me lembrava mais o gostinho.
     O bichinho do trabalho me picou e eu adorei ser contaminada por ele. 
     Embora eu seja vista como uma dondoca (coisa que eu sempre repudiei), eu não me sinto como tal nem um pouco! Uma dondoca, não arregaça as mangas, nem em pleno vigor físico, imagina tendo esclerose múltipla.
     Achei muito engraçado, em uma feira em que eu participei, uma pessoa vir me perguntar porque eu ando com uma bengala,  quando respondi o que eu tenho, a pessoa ficou espantada! Principalmente por me vir pra lá e pra cá como uma formiguinha. Adoro!!!
      E não foi só ela que se espantou não! Adoro também!!!!!!!
      Tem muita gente, que como eu, tem uma dificuldade e que trabalha e muito, sabia??? E trabalhar não rebaixa nem desqualifica ninguém, muito pelo contrário, sabia também??? 
      Quer saber? Eu tenho orgulho de mim! e não tenho vergonha de dizer que me orgulho de mim. Teria vergonha de dizer que tenho vergonha de mim, isso sim. O pior sentimento que pode existir, é se sentir impotente, fracassado. O melhor, é  se sentir assim, revigorada, pronta para a vida, no auge dos 43 anos. Isso sim é vida!
      Sou orgulhosa? Então eu sou sim! E desculpe o trocadilho, "com muito orgulho"!
      E tem mais! Se eu não tivesse EM, talvez não estivesse  tão feliz com essa conquista.
      Quem diria que eu ia conseguir tudo isso com praticamente zero de tratamento, somente com o que eu fiz em janeiro e nada mais! Certo não é, mas quem disse também que a ciência está sempre certa?
      Posso dizer então que 2013 foi um ano de grandes, grandes feitos.
    
 

      Hoje, não me pergunto mais para que serve o Reveillón. Hoje sinto na pele o que é a virada do ano. Uma energia diferente, um "revigorar", é como se naquele minuto mágico de 23:59  para 24:00 hs, passasse uma tremenda vassoura, limpando tudo de ruim, deixando para trás tudo que não foi bom e trazendo ainda mais esperança. Esperança de que tudo possa ser mudado, reciclado e que  tudo que foi semeado,  brote com força total.
     Que venha 2014 com FORÇA TOTAL, literalmente!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Como uma Fênix!

  Por fora bela viola, por dentro pão bolorento!
  Foi assim que eu tomei uma bronca do meu médico! Após me examinar, ele sempre acha que estou ótima. Tá, tudo bem, vou concordar. Mas eu sei que não é bem assim, eu sei que não nasci assim. Eu sei o "quanto não sou assim" ou , não era assim,  sei lá...
  Mas no frigir dos ovos, é como me sinto. A minha aparência não condiz com a minha situação. Que bom! Mas é duro isso.
  E eu luto! Luto para me cuidar, luto por essa estampa, pensa que é brincadeira? Luto para cuidar dos cabelos, das unhas , da pele, ginecologista em dia, pilates, ufa! 
  Cansaaaaaaaaaaaaaaaa. Tem horas que até isso, dá vontade de jogar tudo pra cima.
  Dias desses eu fui à dermatologista pela primeira vez! Pasmem, mas é verdade.
  Ela então me indicou: limpeza de pele+peeling, Somente!
  Lá fui eu fazer o tratamento. Agora pus na cabeça que quero me cuidar mais. 4.3 a pele não é mais de mocinha (para ficar só na água e sabão como eu ficava), uma hora a pele pede.
   Tá, confesso que foi também de tanto ouvir as amigas falarem. Não para mim, mas me contando dos tratamentos que elas fazem, e eu, não fazendo nada.
    Então, essa hora chegou. Mas comigo, como sempre, a lei de murphi impera!!!
    Tivemos uns dias de frio, muito frio, para os parâmetros de temperatura de novembro e, de repente, mais que de repente, a temperatura foi às alturas!
   Lógico que o corpo não aguenta! Resultado: Gripe na certa!!!
   Bem que eu estava "me achando demais mesmo", por não pegar gripe há muito tempo.
 Semana passada, em meio aquele frio todo, eu até fiquei de cama, achei que a gripe havia me pegado, mas agora que eu vi, aquilo foi apenas uma amostra grátis do que vinha pela frente! Gripada de verdade eu estou agora, e como!!! E o corpo sente. E como sente!!!
Tendo EM então, pior ainda! Não que a gripe seja pior, mas os sintomas da EM se intensificam e muito. Falam mais alto, isso é regra. Basta o corpo dá uma vacilada para ela tripudiar em cima.
Mas tudo bem EM, você sabe que eu dou a volta por cima. Estou aqui, sucumbindo, ou seja, te respeitando, para depois voltar com tudo como uma fênix! Estou tomando antiflamatório, Coristina, spray para a garganta, rinossoro, tudo! Tudo para me ressurgir das cinzas!
Compromissos cancelados, deixei de levar meu filho ao dentista, não fui buscar minha filha na festinha, (o que a deixou muito brava ), tudo para me cuidar e voltar à ativa, da melhor maneira possível. Como sempre.
Como tudo em minha vida!
Por fora, bela viola...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Tapa na cara!!!



    Esse é dos meus! Vejam só:

  "Nossa sociedade, por falta de conhecimento, trata o deficiente como um coitado. Se eu fosse me basear nesse tipo de pensamento, não colocaria meus pés para fora de casa."
  A afirmação é do bailarino e coreógrafo paulistano Marcos Abranches, 36 anos e que tem paralisia cerebral em decorrência do parto. Ele nasceu prematuro, aos 6 meses e 20 dias de gestação.
  Aos oito anos, começou a andar, depois de várias sessões de fisioterapia. Até hoje ele que convive com incessantes espasmos, fala e caminha com dificuldade, mas tem o raciocínio perfeito. Apesar do nome, a paralisia cerebral não afeta a parte cognitiva.
  Ele conta, antes de iniciar o ensaio aberto de seu mais novo espetáculo, só ter se sentido seguro para andar sozinho na rua aos 16 anos.
  "Tenho orgulho da minha deficiência, mas não uso isso em primeiro lugar na minha dança. Eu me entrego totalmente, mas antes de qualquer coisa vem meu coração e meu aprendizado", diz.
  Casado e pai de um filho de um ano, o artista afirma que dança pela família e para lutar pelo futuro de um país melhor, principalmente para as pessoas com deficiência.
 "Quero ser um exemplo de coragem para quem usa a própria deficiência em busca de piedade."
  Abranches conta que não gostava de ficar em casa e arrumou emprego em um lava-rápido, aos 18 anos.
  Mas o que ele gostava mesmo de fazer era sair para assistir espetáculo de dança, principalmente os de balé da cidade de São Paulo.
   Em uma noite de estreia, conheceu o coreógrafo Sandro Borelli e trocaram contatos. Em poucos dias, Borelli o convidou para acompanhar os ensaios de "Senhor dos Anjos" (2001).
   Logo depois, Abranches fez um teste para participar do espetáculo. Passou e entrou para o elenco.
   Iniciada a vida nos palcos, ele teve aulas e trabalhou com os corógrafos Marta Soares, Marcelo Bucoff, Jorge Garcia e com o americano Atílio Alessi, um dos fundadores do Dance Abillity, escola de movimento que integra, em cena, as pessoas com e sem deficiência.
    Abranches fundou o Grupo Vidança SP em 2005 e esteve em cartaz com "D...Equilíbrio", "Formas de Ver" e "Via sem Regra" (apresentado também na Alemanha, na Deutsche Open Berlim).
    Além das experiências com diretores e coreógrafos brasileiros, ele trabalhou com criadores europeus, entre eles Gerda König e Christoph Schilingensief.
  "Corpo sobre Tela", trabalho criado em parceria com Rogério Ortiz e baseado na obra do pintor irlandês Francis Bacon (1909-1992), é um dos destaques da Mostra Internacional de Arte + Sentidos , que vai até 27 de outubro no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.
 
   Resumindo; Um verdadeiro tapa na cara de muita gente!!!
       Adorei quero assistir e recomendo. Mil pontos pra ele e nota zero para muita gente que "se acha" a inteligência em pessoa e só pensa em superficialidades.
    Um cara com essa deficiência, fazendo tudo isso pela família e para colaborar com um mundo melhor?!?!?! Conheço muita gente por aí, com saúde de sobra e se lamentando da vida ou deixando de trabalhar por banalidades. 
   Parabéns Marcos Abranches e não desista nunca desse lindo trabalho! Tenho certeza de que seu filho vai sempre se orgulhar de você!!!!!
  

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Espetáculo Estupendo!!!!!!!!


Outro destaque desta semana na + Sentidos é o espetáculo "Intento 3257,5", da companhia inCena, sobre novos padrões estéticos para o corpo com deficiência.


A intérprete, Estela Lapponi, 40, foi vítima de um derrame aos 24 e tem a parte esquerda do corpo paralisada.

"Minha vontade de trabalhar era maior do que qualquer status que da profissão", conta ela, que já era bailarina antes do acidente.
"Hoje aceito 100% esse corpo que tenho. Nem penso mais nisso, as pessoas é que me lembram o tempo todo", afirma a bailarina.
Na última semana do evento estão concentrados três trabalhos de artistas da Escócia, na mostra paralela Unlimited, realizada em parceria com o British Council: "Se Estes Espasmos Pudessem Falar", "Caracóis & Ketchup" & "Mobile/Evolution".
"Ainda existe preconceito, mas a ideia não é fazer assistencialismo, muito menos chocar as pessoas. A ideia é revelar a arte desses criadores, que evolui cada dia mais", diz Graziela Vieira.



Como eu sempre disse em minha página "Superação" no facebook e aqui também, "qualquer maneira de se superar vale a pena"!
Só quem enfrenta uma dificuldade-limitação, sabe o que é melhor para si. Seja na arte, seja na dança, no trabalho, o que for.
Só não vale se apegar a coisas que só te auto destroem , distorcendo a sensação de satisfação como vício por exemplo, compulsão, etc...
Adoro esses exemplos! Pessoas assim, como a Graziela, sem dúvida nenhuma, estão construindo um futuro melhor, passando seus exemplos ao seus filhos e netos.
E é disso que o mundo realmente precisa, seres humanos melhores.
E você? O quê está fazendo sentada aí???
Já pensou em se superar?
Descubra seus medos!